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SAÚDE

Hemobrás sedia encontro internacional inédito no Nordeste sobre segurança de medicamentos

Evento ocorre nesta quarta (5) e quinta-feira (6), das 9h às 17h, no Hotel Bugan, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife

Evento treina farmacêuticos e profissionais da saúde sobre um dicionário usado para registrar dados em farmacovigilânciaEvento treina farmacêuticos e profissionais da saúde sobre um dicionário usado para registrar dados em farmacovigilância - Foto: Divulgação

Pernambuco vai sediar um treinamento oficial do MedDRA (Medical Dictionary for Regulatory Activities) nesta quarta (5) e quinta-feira (6), das 9h às 17h, no Hotel Bugan, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e terá a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) como anfitriã.

O evento pretende mostrar um dicionário com padrão global utilizado pelas indústrias farmacêuticas para registrar dados em farmacovigilância como indicações, contraindicações e reações adversas dos medicamentos.

O público-alvo é formado por profissionais de farmacovigilância das indústrias e laboratórios farmacêuticos, como a própria Hemobrás e o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe), representantes das vigilâncias sanitárias, além de equipes de hospitais que atuam no gerenciamento de riscos e na notificação de eventos adversos na região.

Para o assessor de Assuntos Regulatórios da Hemobrás, José Eduardo Martins, a chegada do evento MedDRA ao Nordeste foi muito importante, porque o evento concentrava-se basicamente no Sudeste até então. 

“Esse é o primeiro evento do segundo semestre e tem grande relevância. A gente ter profissionais mais qualificados, ter profissionais mais preparados para utilizar o dicionário MedDRA, assegura que mais contribuições qualificadas são produzidas para ampliar um banco de dados global”, avalia ele.

Linguagem universal
O treinamento será ministrado pelo representante do MedDRA para o Brasil e a América Latina, Fernando Pereira. 

“Quanto mais o profissional se aprofunda no uso do MedDRA, maior é sua capacidade de reconhecer ocorrências que podem estar ligadas a algum risco no uso de um medicamento. Esse olhar mais atento se traduz em segurança para o paciente”.

Fernando Pereira explica, também, que a farmacovigilância, regulada por lei no Brasil e fiscalizada pela Anvisa, acompanha os benefícios e os possíveis riscos dos medicamentos antes e, principalmente, depois que eles chegam ao mercado.

Indústrias farmacêuticas, hospitais, profissionais de saúde, pacientes e órgãos de vigilância podem notificar suspeitas de reações adversas. Esses registros ajudam a identificar sinais de segurança e orientam novas análises.

É nesse processo que o MedDRA funciona como uma linguagem comum. A terminologia reúne termos médicos padronizados e associa cada ocorrência a um código reconhecido internacionalmente.

Assim, uma mesma reação adversa pode ser registrada de forma equivalente no Brasil, nos Estados Unidos, na China ou em qualquer outro país, independentemente do idioma utilizado.

A padronização permite organizar grandes volumes de dados, comparar notificações e calcular a frequência de determinados eventos.

Com informações consistentes, empresas e autoridades regulatórias conseguem aprofundar a avaliação da relação entre benefícios e riscos de cada medicamento.

Quando um médico, hospital ou paciente relata uma possível reação adversa, a informação é registrada e passa a integrar uma base de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um relato isolado não comprova, por si só, uma relação de causa e efeito. Por isso, os registros são avaliados em conjunto com outros dados e estudos.

Se as análises confirmarem um novo risco, a informação pode ser incorporada à bula e às orientações de uso do medicamento. Em situações mais graves, a empresa fabricante ou a autoridade regulatória pode adotar outras medidas. 

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