Homem é preso em flagrante após fumar em banheiro de avião e disparar alarme

Ele alegou que não sabia que era proibido fumar dentro do avião

CigarroCigarro - Foto: Divulgação/PF

Um homem foi preso em flagrante no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife, após fumar no banheiro de um avião e disparar alarme da aeronave. O caso aconteceu na tarde do domingo (1º) e foi divulgado nesta terça-feira (3) pela Superintendência da Polícia Federal (PF) em Pernambuco.

O auxiliar de serviços gerais Renato Anderson Gomes de Alexandre, de 27 anos, estava em um voo da Gol com origem de Guarulhos, em São Paulo, com destino ao Recife. Ele fumou um cigarro dentro do banheiro da aeronave com a porta fechada, fazendo o sensor de fumaça do avião disparar.

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Ao constatar a irregularidade, a equipe de bordo da companhia advertiu o homem sobre a gravidade do fato, recolheu parte do cigarro que ele estava fumando e acionou a PF. A polícia se dirigiu até o interior da aeronave após o pouso no Recife.

Ainda de acordo com a PF, Renato Anderson Gomes foi conduzindo até a Delegacia de Imigração, que fica no Aeroporto Internacional dos Guararapes, onde foi ouvido. Durante depoimento, o suspeito admitiu que "estava com muita vontade" de fumar e que por isso se dirigiu ao banheiro, trancou a porta para acender um cigarro e que depois de dois tragos percebeu que o alarme sonoro da aeronave havia disparado.

O homem alegou ainda que não sabia que era proibido fumar dentro do avião e que estava profundamente arrependido pelo que ocorreu, pois nunca havia tido problemas com a Justiça. Após depoimento, ele foi conduzido para a sede da PF, onde acabou sendo autuado pela prática do crime contido no artigo 261 do Código Penal Brasileiro, que classifica como crime expor a perigo aeronave ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação aérea.

Após a autuação, o preso realizou exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, e em seguida foi encaminhado para audiência de custódia onde foi liberado, ficando à disposição da Justiça Estadual. Caso condenado, o suspeito poderá pegar penas que variam de dois a cinco anos de reclusão.

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