Qui, 11 de Junho

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JUSTIÇA

Homem que matou ex-mulher e ameaçou irmã da vítima é condenado pela 2ª vez; pena é de 20 anos

Essa é a segunda condenação de Jorge Bezerra da Silva, que já cumpre pena de 29 anos e 8 meses pelo assassinato da ex-companheira

Jorge Bezerra da Silva já cumpre pena de 29 anos e 8 meses pelo assassinato da ex-mulherJorge Bezerra da Silva já cumpre pena de 29 anos e 8 meses pelo assassinato da ex-mulher - Foto: Cortesia

O homem que matou a facadas a ex-companheira Priscilla Monnick Laurindo da Silva, em janeiro de 2022, foi condenado a 20 anos de prisão por tentativa de feminicídio contra a mesma vítima nove meses antes do crime. Essa é a segunda condenação de Jorge Bezerra da Silva, que já cumpre pena de 29 anos e 8 meses pelo assassinato da ex-mulher.

Durante as duas sessões, ele chegou, inclusive, a ameaçar a irmã da vítima de morte no tribunal. "Pode dar 100 anos de cadeia. 100 anos. Eu não estou nem aí. Pode colocar segurança máxima. Por mim tanto faz e eu vou mandar matar. Eu mandei uma vez e vou mandar de novo", disse o réu, durante julgamento no ano passado.

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que o júri popular começou por volta das 9h e foi concluído às 16h47 dessa quarta-feira (3). Jorge Bezerra foi condenado por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, sem dar chance de defesa à vítima e em um contexto de violência doméstica e familiar.

Segundo a Justiça, as ameaças proferidas à irmã da vítima serão apuradas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), e podem acarretar na sua transferência para um presídio de segurança máxima.

"A irmã da vítima ameaçada ainda poderá ser atendida pelo Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas de Morte (Provita), existente no Estado", completou.

A juíza que presidiu a sessão, Danielle Cristine Silva Melo, da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, declarou também "a incapacidade do poder familiar do réu em relação à filha da vítima, porque nunca o exerceu". Jorge, no entanto, são está isento do dever de pagar pensão alimentícia, que continuará sendo uma obrigação legal.

Júri popular aconteceu no Fórum Thomaz de AquinoPrimeira condenação do réu foi em julho do ano passado. - Foto: Cortesia

Relembre o crime
Segundo a família, o casal vivia um relacionamento conturbado. A jovem rompeu o relacionamento após descobrir um caso de traição do ex-namorado, que a chamou um dia antes do crime para dormir na casa dele. Ela só foi porque recebeu ameaças de Jorge, que não aceitava o fim do relacionamento.

A mãe da vítima, a doméstica Joceane Paulino da Silva, de 53 anos, contou que soube do acontecimento porque o pai do rapaz, que o denunciou, chegou à casa dela, na Iputinga, com dois policiais. Eles a levaram à residência de Jorge. Chegando lá, ela viu uma viatura do Instituto de Medicina Legal (IML). Priscila havia sido morta com golpes de facada. A filha do casal, que tinha 10 meses à época, presenciou tudo.

Em julho de 2025, Jorge foi condenado a 29 anos e 8 meses de reclusão pela prática de homicídio qualificado por meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivação de gênero em contexto de violência doméstica e familiar. O réu cumpre pena atualmente na Penitenciária de Tacaimbó, Agreste de Pernambuco.

Em abril de 2021, Priscila já havia sofrido uma tentativa de feminicídio, que foi o que levou à nova condenação. A vítima tinha, inclusive, uma medida protetiva contra o acusado e, por isso, ele passou a usar tornozeleira eletrônica.
 

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