Homem que matou ex-mulher e ameaçou irmã da vítima é condenado pela 2ª vez; pena é de 20 anos
Essa é a segunda condenação de Jorge Bezerra da Silva, que já cumpre pena de 29 anos e 8 meses pelo assassinato da ex-companheira
O homem que matou a facadas a ex-companheira Priscilla Monnick Laurindo da Silva, em janeiro de 2022, foi condenado a 20 anos de prisão por tentativa de feminicídio contra a mesma vítima nove meses antes do crime. Essa é a segunda condenação de Jorge Bezerra da Silva, que já cumpre pena de 29 anos e 8 meses pelo assassinato da ex-mulher.
Durante as duas sessões, ele chegou, inclusive, a ameaçar a irmã da vítima de morte no tribunal. "Pode dar 100 anos de cadeia. 100 anos. Eu não estou nem aí. Pode colocar segurança máxima. Por mim tanto faz e eu vou mandar matar. Eu mandei uma vez e vou mandar de novo", disse o réu, durante julgamento no ano passado.
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Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que o júri popular começou por volta das 9h e foi concluído às 16h47 dessa quarta-feira (3). Jorge Bezerra foi condenado por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, sem dar chance de defesa à vítima e em um contexto de violência doméstica e familiar.
Segundo a Justiça, as ameaças proferidas à irmã da vítima serão apuradas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), e podem acarretar na sua transferência para um presídio de segurança máxima.
"A irmã da vítima ameaçada ainda poderá ser atendida pelo Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas de Morte (Provita), existente no Estado", completou.
A juíza que presidiu a sessão, Danielle Cristine Silva Melo, da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, declarou também "a incapacidade do poder familiar do réu em relação à filha da vítima, porque nunca o exerceu". Jorge, no entanto, são está isento do dever de pagar pensão alimentícia, que continuará sendo uma obrigação legal.
Primeira condenação do réu foi em julho do ano passado. - Foto: CortesiaRelembre o crime
Segundo a família, o casal vivia um relacionamento conturbado. A jovem rompeu o relacionamento após descobrir um caso de traição do ex-namorado, que a chamou um dia antes do crime para dormir na casa dele. Ela só foi porque recebeu ameaças de Jorge, que não aceitava o fim do relacionamento.
A mãe da vítima, a doméstica Joceane Paulino da Silva, de 53 anos, contou que soube do acontecimento porque o pai do rapaz, que o denunciou, chegou à casa dela, na Iputinga, com dois policiais. Eles a levaram à residência de Jorge. Chegando lá, ela viu uma viatura do Instituto de Medicina Legal (IML). Priscila havia sido morta com golpes de facada. A filha do casal, que tinha 10 meses à época, presenciou tudo.
Em julho de 2025, Jorge foi condenado a 29 anos e 8 meses de reclusão pela prática de homicídio qualificado por meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivação de gênero em contexto de violência doméstica e familiar. O réu cumpre pena atualmente na Penitenciária de Tacaimbó, Agreste de Pernambuco.
Em abril de 2021, Priscila já havia sofrido uma tentativa de feminicídio, que foi o que levou à nova condenação. A vítima tinha, inclusive, uma medida protetiva contra o acusado e, por isso, ele passou a usar tornozeleira eletrônica.

