Hospital Miguel Arraes realiza teste rápido para hepatites nesta sexta

Unidade em Paulista vai disponibilizar 200 fichas, e o resultado sairá em 30 minutos. Casos positivos serão levados para o Imip

Hospital Miguel ArraesHospital Miguel Arraes - Foto: Divulgação

O Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, no Grande Recife, vai realizar nesta sexta-feira (28), a partir das 9h, uma série de ações alertar sobre o perigo das hepatites virais. Entre elas, o Laboratório e o Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HMA vão disponibilizar 200 testes rápidos para hepatites B e C. O resultado sairá em 30 minutos, e os casos positivos serão encaminhados para o Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), no Recife.

O evento é para lembrar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. O hospital também promoverá uma palestra com a infectologista Cátia Arcuri, coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), e com Fábio Queiroga, coordenador de Clínica Médica do HMA.

Eles vão dar esclarecimentos sobre a doença, que acomete o fígado. Pode ser causada por cinco tipos de vírus, nomeados pelas letras A, B, C, D e E. Cada um com características diferentes e formas de contágio e evolução específicas.

O HMA informou que atende, em média, 32 pacientes por mês com os sintomas da doença. De janeiro até este mês de julho, foram 225 notificações de casos suspeitos. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), mais de três milhões de pessoas, em todo o Brasil, estão contaminadas com a doença.

Em 10 anos, o país registrou mais de 300 mil novos casos, com mais de 37 mil óbitos. A hepatite C é a mais perigosa e a que mais mata no Brasil, sendo responsável por 70% das mortes. Dentre as cores escolhidas pelo MS para alertar sobre doenças, coube ao mês de julho a cor amarela como forma de chamar atenção para os riscos. 

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Sintomas
Os principais sintomas da hepatite são febre, náuseas, vômitos, mal-estar, pele e olhos amarelados, além de falta de apetite e urina escura. Na presença deles, deve-se procurar uma unidade de saúde para realizar o exame de sangue capaz de detectar a existência do vírus no organismo.

A mais conhecida de todas é a hepatite A (HAV), cujo vírus é transmitido por água ou alimentos contaminados com as fezes de um portador humano. Por isso está relacionada às más condições de higiene e/ou saneamento básico. Não há tratamento específico, mas a evolução em geral é boa, e a recuperação é completa.

As mais graves são a hepatite B e C (HCB e HCV), cujos vírus podem ser transmitidos por relações sexuais desprotegidas ou por procedimentos que envolvem sangue, sem os devidos cuidados de esterilização. O problema da hepatite C é que ela pode ser totalmente assintomática nas fases iniciais.Muitos ficam sabendo que a possuem por exames laboratoriais. Apenas 20% dos acometidos se curam. Os 80% restantes em geral evoluem para quadros crônicos. Desses, uma parcela pode evoluir para cirrose ou para o carcinoma de fígado. 

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