Sáb, 11 de Julho

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Igarassu: estudantes criam fliperama sustentável para incentivar reciclagem e consciência ambiental

Elaborado por alunos da rede municipal, o projeto utiliza materiais recicláveis e componentes reaproveitados para estimular práticas sustentáveis dentro das escolas

A iniciativa demonstra como a escola pode estimular soluções criativas para questões ambientais a partir do protagonismo dos próprios estudantesA iniciativa demonstra como a escola pode estimular soluções criativas para questões ambientais a partir do protagonismo dos próprios estudantes - Foto: Dulino / Divulgação

Com a reutilização de papelões, garrafas PET e componentes eletrônicos reaproveitados, estudantes do 9º ano da Escola Municipal Cecília Maria Vaz Curado Ribeiro, no bairro Agamenon Magalhães, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, desenvolveram o projeto de criação de um fliperama ecológico, iniciativa que une tecnologia, criatividade e educação ambiental.

A proposta surgiu a partir de atividades elaboradas em sala de aula com o principal objetivo de estimular a conscientização sobre reciclagem, reaproveitamento de materiais e sustentabilidade no ambiente escolar.

O projeto foi idealizado pelos estudantes Heitor Dias, Letícia Nascimento, Wyllams da Silva, Edgar de Melo, Cleber Marjones e Cleber Vinícius, todos com 14 anos de idade.

“O fliperama ecológico mostra que a sustentabilidade pode ser trabalhada de forma prática e significativa. Os estudantes participaram de todas as etapas do processo, desde a concepção até a execução. Eles perceberam que é possível transformar materiais que seriam descartados em algo útil, educativo e capaz de mobilizar outras pessoas para a importância da reciclagem”, explica a monitora educacional de tecnologia do laboratório 7.0, do Sistema de Ensino Dulino, Bianca Riedel.

A estrutura do equipamento foi construída com materiais recicláveis que seriam descartados e recebeu sensores ultrassônicos, LEDs e programação baseada na plataforma Arduino, o que tornou a experiência mais interativa e educativa.

“Montar a estrutura foi um desafio porque precisávamos aproveitar os materiais que tínhamos disponíveis. Ao mesmo tempo, aprendemos muito sobre reutilização e trabalho em equipe. Hoje vejo que muita coisa que seria descartada pode ganhar uma nova função”, ressalta o líder da construção da estrutura do fliperama, Cleber Vinícius.

Além do aspecto tecnológico, o projeto busca demonstrar, na prática, que resíduos podem ganhar novos usos quando associados à criatividade e ao conhecimento.

Transformados em um fliperama sustentável, os materiais passaram a contar uma nova história: a de jovens que encontraram na reciclagem uma ferramenta para aprender, criar e inspirar mudanças dentro da própria escolaTransformados em um fliperama sustentável, os materiais passaram a contar uma nova história: a de jovens que encontraram na reciclagem uma ferramenta para aprender, criar e inspirar mudanças dentro da própria escola | Foto: Dulino / Divulgação

Logo, o fliperama começou a funcionar também como instrumento de sensibilização para outros estudantes da escola, estimulando reflexões sobre consumo consciente e descarte correto de materiais.

“Eu fiquei responsável pela parte do design e quisemos criar algo bonito, divertido e que mostrasse que os materiais recicláveis podem ser transformados em coisas incríveis. Foi muito legal ver uma ideia sair do papel e perceber que ela também pode ajudar outras pessoas a refletirem sobre a importância da reciclagem”, afirma a responsável pela criação visual do projeto, a estudante Letícia Nascimento.

O projeto se destaca pelo compromisso com a reciclagem, que orientou a construção de uma experiência de aprendizagem baseada na colaboração, na criatividade, na coletividade e na responsabilidade ambiental, que vai além de uma simples criação de um equipamento tecnológico.

Todo papel utilizado nas atividades relacionadas ao fliperama é separado e encaminhado para reciclagem, fortalecendo entre os estudantes o discernimento de que pequenas atitudes também contribuem diretamente para a preservação ambiental.

O resultado é um projeto que reforça o papel da educação pública na formação de cidadãos conscientes e mostra que grandes transformações podem começar a partir de materiais simples e de boas ideias.

O que antes era papelão descartado, garrafas vazias e peças sem utilidade voltou a ganhar vida pelas mãos de estudantes de uma escola pública municipal de Igarassu.

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