Restauração

Igreja de São José do Ribamar, no Centro do Recife, irá passar por restauração

O templo católico terá a sua estrutura reforçada e a parte artística recuperada com recursos do Iphan

A igreja receberá investimento de aproximadamente R$ 971 mil para restaurar a cobertura da edificaçãoA igreja receberá investimento de aproximadamente R$ 971 mil para restaurar a cobertura da edificação - Foto: Divulgação/ Iphan

A Igreja de São José do Ribamar, que leva o nome do bairro em que está localizada, receberá investimento de aproximadamente R$ 971 mil, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para restaurar a cobertura da edificação. Cercada pelo movimento que compõe o fluxo do centro do Recife, o templo se encontra de portas fechadas para o público desde meados de 2019. 

O monumento de arquitetura barroca, tombada em 1980 pelo Iphan, também terá seus ladrilhos, esquadrias, forros, assoalhos e escadarias recuperados. Antes das visitações serem interrompidas, o local apresentava grande número de visitantes diários e em suas dependências habitavam freiras da Paróquia de Nossa Senhora da Penha. Em sua última intervenção, realizada em 2017, foi executado o escoramento emergencial da cobertura da nave.  

De acordo com o pároco responsável pela igreja de São José do Ribamar, Frei Hélio Ferreira, a reabertura da igreja para a população pernambucana possui um valor histórico e religioso. “As nossas igrejas fizeram parte do acervo histórico, porque representam não só a religiosidade, mas também essa parte de resgate histórico. São José do Ribamar, Carmo, Santo Antônio, Basílica da Penha; são todas igrejas desse contexto que representam histórias, cada uma com sua importância histórica além de religiosa para o povo pernambucano”, disse. 

Segundo o Frei, o processo licitatório da restauração da igreja, aberto em setembro de 2020, deve ser finalizado no mês de fevereiro de 2021, e no mesmo mês as obras devem começar. A previsão de término da intervenção é de seis a oito meses após o início. As obras, atrasadas diante da pandemia de Covid-19, deveriam ter começado em 2020.

Frei Hélio ressalta ainda a importância da igreja que compõe a relevante paisagem geográfica do Estado e seu aspecto turístico. “Há tanto um bem, que eu considero um bem religioso, devido à abertura para as celebrações, mas também a divulgação turística, que as pessoas quando vêm ao centro do Recife, querem ver esse bem arquitetônico que representa aquela igreja já que ela, falando de São José do Ribamar, representa o valor do barroco”, completou. 

 



História

Originada a partir de uma pequena capela, a Igreja teve sua construção iniciada pela Irmandade de São José na segunda metade do século XVIII. Junto ao santo ao qual se dedica, São José, o termo “Ribamar” complementa o nome do templo. Originalmente “riba-mar”, a palavra significa local próximo ou à beira do mar e revela detalhes da geografia local na época de construção do monumento, edificado às margens do Rio Capibaribe. Ao longo dos séculos XIX e XX, uma sucessão de aterros impôs uma distância de cerca de 200 metros do bem até as águas fluviais.

Ainda assim, a antiga proximidade com as margens deixou marcas na igreja, como o lance de cinco degraus que conecta a construção ao nível da rua. Com o propósito de proteger o templo das cheias do rio, este elemento pode ser identificado ainda hoje na fachada.

 

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