Inep tem até esta quarta-feira para explicar vazamento de redação do Enem

Justiça pediu explicações sobre divulgação indevida do tema da redação do Enem

Guilherme Uchôa, presidente da Assembleia Legislativa de PernambucoGuilherme Uchôa, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco - Foto: Folha de Pernambuco

 A Justiça Federal concedeu, nesta terça-feira (08), o prazo de um dia para o Inep, órgão responsável pelo Enem, prestar esclarecimento sobre ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) no Ceará. Na ação, o procurador Oscar Costa Filho pede a anulação da prova de redação do exame tendo como base o vazamento do tema da produção textual. O Inep foi intimado às 14h44 da terça-feira (8), no horário de Brasília. Portanto, o órgão tem até o mesmo horário desta quarta-feira (9) para se pronunciar.


No entanto, nesta terça, em entrevista coletiva, a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães, descartou a possibilidade de cancelamento ou anulação da prova de redação. A declaração ocorreu após a Polícia Federal informar que dois candidatos presos no fim de semana em Fortaleza e Macapá como suspeitos de tentar fraudar o Enem afirmaram terem tido acesso ao tema da redação antes do início das provas.

"Não há risco de cancelamento da prova nem da redação. A situação está muito circunscrita", disse Maria Helena Guimarães. Segundo a secretária, informações preliminares da PF, até a manhã de terça, apontavam que não havia ocorrido vazamento. "Esse caso está sendo averiguado. A informação que temos até agora da PF é que não houve vazamento." A Polícia Federal não se pronuciou sobre esse assunto.

Guimarães também voltou a negar que a imagem de uma suposta prova de redação que circulou nas redes sociais em 2015 fosse verdadeira, apesar de ter tema semelhante ao da prova deste ano. Para ela, a ação judicial apresentada pelo procurador do Ceará para anular a prova de redação do Enem não preocupa.

Já o procurador Oscar Costa Filho disse que o tema da redação foi vazado pelo próprio Inep, ao ter usado o mesmo que apareceu em prova falsa divulgada às vésperas do exame de 2015. “Se quiserem chamar isso de vazamento ou vício por falta de ineditismo é a mesma coisa, mas a responsabilidade é do Inep e do MEC. Repetindo o mesmo tema houve comprometimento da isonomia entre os candidatos. Muitos colégios passaram o ano todo treinando esse tema e era natural que o fizessem, porque seria um tema possível. Na medida em que isso acontece, há essa responsabilidade por parte do MEC e do Inep. O vazamento foi oficial”, disse Costa Filho em entrevista coletiva nesta terça-feira na sede do MPF/CE, em Fortaleza.

 

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