Estudo na Itália

Estudo aponta efeito antioxidante em ingredientes da pizza e recomenda duas fatias por semana

Ingredientes como queijo e azeite de oliva usados em iguaria tradicional trazem benefícios para a saúde, de acordo com pesquisadores

O Brasil tem uma média de produção de 2.630 unidades de pizza por minutoO Brasil tem uma média de produção de 2.630 unidades de pizza por minuto - Foto: Reprodução/Shutterstock

Um estudo publicado por dez pesquisadores de universidades italianas na revista científica MDPI, no último dia 4, apontou que comer pizza pode ajudar no tratamento da artrite reumatoide.

Segundo os cientistas, a ingestão de ao menos duas fatias desta iguaria por semana está vinculada a efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes. A pesquisa indicou que os benefícios se devem ao queijo muçarela e ao azeite de oliva.

"Alimentos potencialmente anti-inflamatórios, como a pizza, podem desempenhar um papel direto e indireto, através do gerenciamento de comorbidades bem conhecidas da artrite reumatoide, como obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes", afirmaram os especialistas, de instituições como a Universidade de Milão, o Hospital Geral Papa João XXIII, em Bérgamo, e a Universidade Brown, nos Estados Unidos, no estudo.

A doença afeta as articulações, como cotovelos e joelhos, com inflamações provocadas por alterações no sistema de defesa do corpo. De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, os sintomas mais comuns são dor, inchaço e vermelhidão.

Com base na análise do tratamento de 205 voluntários, com idades entre 18 e 65 anos, os pesquisadores afirmaram que as pessoas que comem meia fatia da comida mais de uma vez por semana sentiram mais benefícios, com proteção em torno de 70%, em relação aos que consomem menos de uma porção por semana, em média.

"A pizza é uma candidata natural para quem procura por um alimento facilmente acessível, saboroso e acessível em todo o mundo", disseram os pesquisadores, elencando dois fatores que colaboram para que a comida seja recomendada a pessoas com artrite reumatoide:

Na Itália, a pizza geralmente "é considerada uma refeição completa". De acordo com os pesquisadores, normalmente não são servidas variantes de tamanho. Os pacientes com artrite reumatoide poderiam assim comprar a comida e "resolver facilmente problemas de preparação de almoço e jantar" e comer algo nutritivo.

A pesquisa também indicou que comer uma pizza, na Itália, uma vez por semana é acessível, especialmente em comparação com outros alimentos, como peixes oleosos, nozes e sementes, ou suplementos para dieta, como ômega 3, que são sugeridos para integrar a dieta de pacientes com a inflamação.

No estudo, os especialistas afirmaram que "a composição nutricional da pizza geralmente equilibra bem carboidratos, proteínas e gorduras".

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Agricultores Diretos da Itália, 44% da população produz pizza caseira. Entre os que consomem em pizzarias e também em casa, o número chega a 58%.

Usado como referência para a realização do estudo, o país europeu é considerado berço da massa, além de ser o segundo maior consumidor no mundo (cada pessoa come ao menos 7,8kg por ano). O primeiro no ranking, de acordo com a confederação italiana, são os Estados Unidos. A pesquisa afirmou que cada norte-americano consome cerca de 13kg por ano, em média.

No entanto, os cientistas afirmaram que novas pesquisas precisam ser feitas para investigar os efeitos do consumo de pizza congelada.

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