Insegurança e medo fazem parte do cotidiano de quem circula pela Estação Joana Bezerra

No local, um tiroteio entre dois homens ocorreu na tarde desse domingo (15) causando tumulto entre as pessoas que passavam na área

No local, é fácil ouvir dos passageiros e comerciantes, relatos de situações de violência que já presenciaramNo local, é fácil ouvir dos passageiros e comerciantes, relatos de situações de violência que já presenciaram - Foto: Isabelle Barbosa / Portal FolhaPE

A insegurança e o medo são constantes para quem circula pelas estações de metrô do Recife, e, em especial, pela Estação Joana Bezerra, no bairro de São José, área central da capital pernambucana. No local, um tiroteio entre três homens ocorreu na tarde desse domingo (15), próximo às catracas que dão acesso ao metrô e ao Terminal Integrado de ônibus, causando tumulto entre as pessoas que passavam na área. Uma pessoa ficou ferida, segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).

No local, é fácil ouvir dos passageiros e comerciantes relatos de situações de violência que já presenciaram. A analista de testes Juliana Santana, de 25 anos, utiliza a estação diariamente para se locomover até o trabalho e conta que se sente insegura diante de tantos casos de violência que já presenciou.

“A situação aqui é precária. Por mais que a gente veja um guarda, isso não traz segurança. A passagem é cara, mas o sistema é totalmente precário. Ficamos a mercê da segurança divina”, relatou.

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O comerciante Sérgio Ribeiro da Silva, de 40 anos, trabalha do lado de fora da Estação Joana Bezerra há oito anos e também já presenciou diversas situações de violência na área. “Sempre tem. Muitos casos que acontecem lá dentro, ficamos sabendo aqui fora. A gente só escuta a gritaria. Não me sinto seguro trabalhando aqui”, afirmou.

Com medo, um outro comerciante, que trabalha do lado de fora da Estação há mais de cinco anos, preferiu não se identificar, mas contou que o policiamento no local é precário. “Precisamos de mais segurança. São muitos assaltos e brigas. Eu espero que melhore essa situação para que não aconteça outro tiroteio que possa colocar em risco a vida de pessoas inocentes que passam por aqui”, contou o comerciante.

Esse é o relato de outra passageira que circula pelo local, e que, com medo, também não quis se identificar. “Temos que torcer para chegar em casa sem acontecer nada. A gente vê constantemente o tráfico de drogas, pessoas que intimidam só de olhar. Já presenciei várias situações. Eu só tenho essa opção. É um lugar que deveria ter policiamento constante, mas estamos ao léu”, relatou.

Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), os envolvidos fugiram do local após o tiroteio. Em nota, a PCPE disse que está investigando a tentativa de homicídio na Estação Joana Bezerra, que vitimou um homem identificado por Hélio Neres, de 23 anos, agredido por disparos de arma de fogo e socos. Ainda de acordo com a PCPE, as investigações seguirão até a completa elucidação do caso.

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