Instituto Banco Vermelho realiza ato em memória das vítimas de feminicídio no estado
Ação ocorre nesta quinta-feira (6), no Marco Zero, e marca os quatro anos do assassinato de Renata Alves, que dá nome à Lei Estadual nº 19.181/2026
O Instituto Banco Vermelho (IBV) promove, nesta quinta-feira (6), um ato simbólico no Marco Zero, no Bairro do Recife, em alusão ao Dia Estadual em Memória das Vítimas de Feminicídio.
A mobilização ocorre das 14h às 16h e faz parte das ações do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher.
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A data marca os quatro anos do feminicídio da administradora Renata Alves Costa. A mobilização faz referência à Lei Estadual nº 19.181/2026 (Lei Renata Alves), criada a partir de projeto de lei da Assembleia Legislativa de Pernambuco e sancionada no fim de 2025.
A legislação busca preservar a memória das vítimas, alertar a sociedade e impulsionar políticas públicas para o apoio e acolhimento de famílias atingidas pela violência de gênero.
Durante o ato, as fundadoras do instituto estenderão uma faixa reflexiva na faixa de pedestres do Marco Zero, com o objetivo de sensibilizar a população e ressaltar a importância de enxergar as vítimas para além de estatísticas ou números frios.
Dirigentes do Instituto Banco Vermelho. Foto: Nicoli RodriguesA diretoria do Instituto Banco Vermelho estará presente no local para dialogar com a sociedade sobre o impacto da nova lei estadual, os desafios atuais no combate ao feminicídio em Pernambuco e a necessidade de fortalecer redes de apoio e prevenção em todo o estado.
Relembre o caso Renata Alves
O feminicídio de Renata aconteceu em 6 de agosto de 2022, no apartamento em que a vítima morava, em Campo Grande, Zona Norte do Recife. João Raimundo Vieira da Silva, namorado da administradora, a matou com um tiro na testa.
Em 26 de fevereiro deste ano, quase quatro anos após o crime, o homem foi condenado a 71 anos, 2 meses e 26 dias de prisão.
Julgamento da morte de Renata Alves. Foto: Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco
Durante o julgamento, a promotora do caso, Ana Clézia Ferreira, afirmou que foram mais de oito meses de extrema violência diária sofrida pela vítima. Segundo ela, o agressor era extremamente violento e silenciava a vítima até o dia do assassinato.
Além da morte de Renata, João Raimundo também foi julgado por tentativa de cárcere privado contra outras duas mulheres, na mesma sessão.

