Instituto Egídio Ferreira Lima promove 1º Talk Internacional

Evento, que celebrou os 90 anos do advogado e ex-deputado federal, debateu, entre outros assuntos, sobre o centenário de fundação da OIT

Pedro Romano Martins, catedrático da Universidade de Coimbra, abriu mesa de conferênciaPedro Romano Martins, catedrático da Universidade de Coimbra, abriu mesa de conferência - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

Em celebração dos 90 anos de Egídio Ferreira Lima, foi realizado ontem, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), o 1º Talk Internacional de Direitos Fundamentais. O evento, que foi promovido pelo Instituto Egídio Ferreira Lima e Escola Superior de Advocacia (ESA), debateu sobre os centenários de fundação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Constituição de Weimar, e os 70 anos da Lei Fundamental de Bonn, na Alemanha.

As discussões tiveram como objetivo a proteção e as adaptações dessas legislações com as transformações relacionadas ao trabalho e ao futuro tecnológico. Na programação, que teve início pela manhã, foi realizada a posse da nova diretoria do Instituto Egídio Ferreira Lima. De acordo com o novo presidente, o advogado Felipe Ferreira Lima, a nova gestão vai buscar a reaproximação com a sociedade.

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“Queremos voltar a dinamizar os eventos e o dia a dia do instituto dentro de uma participação na sociedade. O instituto precisa estar dentro das discussões sociais, políticas e jurídicas, e vamos voltar a acontecer”, disse o novo gestor. Além dele, tomaram posse os novos diretores que permanecerão na gestão por cinco anos: Mário Guimarães, André Coutinho, Ingrid Zanella, Vera Lúcia Cabral e Eduardo dos Santos Pugliesi.

Egídio Ferreira Lima, de 90 anos, é um ex-político e advogado que foi deputado federal constituinte por Pernambuco em 1988. Para relembrar a militância e a atuação social dele, o instituto foi criado em 2008, tendo o desembargador regional do Trabalho, Eduardo Pugliesi, como um dos fundadores.

“O sentimento é de alegria e renovação, necessária, inclusive, no processo democrático. A alegria maior é que chega à presidência do instituto um grande amigo e um grande advogado, que é Felipe. Além disso, esse momento é celebrado com grandes nomes do Direito”, afirmou o desembargador Pugliesi, que também integrou a mesa sobre Direitos Fundamentais e Constitucionalismo Social.

Ao iniciar a série de discussões, o professor catedrático da Universidade de Lisboa Pedro Romano Martinez, abriu uma mesa de conferência sobre as leis trabalhistas e novos contornos com a revolução digital. “O direito do trabalhador nesse sentido não é só a limitação do tempo de jornada, do limitar e proteger a distribuição. Hoje, também tem a questão da tecnologia, da proteção de dados desses trabalhadores, ou seja, começam a surgir outras demandas. Mas a ideia aqui é sempre pensar na tutela do sujeito, a proteção dessa pessoa física”, relata o professor.

O docente da Scuola Superiore Sant’Anna de Pisa, Giacomo Delledonne, compôs a palestra sobre a Efetividade dos Direitos Fundamentais. Além da mesa de conferência, a programação contou com mesas como Direitos Fundamentais e Constitucionalismo Social, História dos Direitos Fundamentais e Direitos Fundamentais e o Poder Judiciário.

O evento contou com nomes como a mestra Silvia Nogueira, o doutor Sérgio Torres, o pós-doutor Walber Agra, a doutora Ingrid Zanella, a doutora pela PUC/SP Carol Amorim e o pós-doutor pela Universidade de Lisboa, Sílvio Romero. Além da organização da ESA e do Instituto, o colóquio contou com o apoio da OAB, do TRT 6ª Região, e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

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