Integrante de racha condenado

O advogado Bruno Lacerda, que representou a família da vítima, destacou a representatividade da condenação

Jorge Côrte Real, deputado federal pelo PTB Jorge Côrte Real, deputado federal pelo PTB  - Foto: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

 

Treze anos após a morte do servidor público Manoel Engrácio de Siqueira Campos Neto, na época com 50 anos, vítima de um acidente causado por participantes de disputa automobilística não autorizada, mais conhecida como racha, pela primeira vez um integrante deste tipo de competição foi condenado por homicídio doloso no Recife. O 1º Tribunal do Júri, sob a presidência do juiz Ernesto Bezerra Cavalcanti, por maioria de votos, condenou a seis anos de prisão o consultor de negócios Igor de Almeida Rodrigues, hoje com 37 anos.

O caso aconteceu no dia 1º de novembro de 2003, quando o acusado trafegava em alta velocidade na Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, e colidiu com um veículo com cinco pessoas da mesma família. Na batida, o funcionário público Manoel Engrácio veio a óbito. O réu foi acusado pelo Promotor André Múcio Rabelo e pelos criminalistas Bráulio Lacerda e Bruno Lacerda. Ao final do julgamento, prevaleceu a tese acusatória de que Igor estava participando de um “pega” e que essa conduta, especialmente agravada por ter ocorrido em horário de trânsito intenso, às 21h45, configurava homicídio doloso. 

O advogado Bruno Lacerda, que representou a família da vítima, destacou a representatividade da condenação. “A grande importância desta condenação se traduz no efeito pedagógico sobre motoristas que insistem em participar de ‘pegas’, pois a condenação traduz uma advertência concreta de que certamente serão processados e condenados por homicídio doloso na hipótese de se envolverem em acidentes, nessas circunstâncias, causando a morte de pessoas inocentes”.

O advogado ainda comentou que o resultado do julgamento servirá de alerta para muitos jovens que praticam a competição. “Talvez agora as pessoas pensem duas vezes em participar de disputas como essa. A condenação vai servir de modelo para que outras pessoas sequer cogitem participar de dessas disputas automobilísticas. Terão muitos jovens que praticam que vão repensar. Quem sabe com essa divulgação estaremos evitando mais mortes no trânsito. Essa é a questão primordial”, destacou.

 

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