Integrantes do MTST protestam na Avenida Antônio de Góes

Eles reivindicam um terreno no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife

Manifestantes do MTST em protesto no Pina Manifestantes do MTST em protesto no Pina  - Foto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco

Integrantes do MTST iniciaram um protesto nesta segunda-feira (26) em frente a Secretaria de Administração do Estado de Pernambuco, na Avenida Antônio de Góes, no Pina, Zona Sul do Recife. Os manifestantes estão ocupando o prédio da secretária desde 8h da manhã. Eles reivindicam um terreno no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife.

Os organizadores do movimento alegam que o espaço foi conquistado por meio de aprovação no Ministério das Cidades e teve a pré-aprovação da Prefeitura do Recife liberada. Lídia Brunes, coordenadora do MTST, afirmou que o projeto previa a construção de 96 habitacionais, o que contemplaria 300 pessoas.

"O Ministério das Cidades já está com o recurso, a prefeitura já pré aprovou a concessão real de uso, quando viemos solicitar a doação, descobrimos que o governo do estado - doador da terra - está repassando para uma empresa", conta a coordenadora.

Marcos Cosmo, outra liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, considerou como uma indecência a atitude do governo do estado em retirar um terreno que já estava legalizado na CEHAB (Companhia Estadual de Habitação e Obras). "Nilton Mota e Paulo Câmara vão ter que explicar como eles pegam um bem público e doam para uma empresa privada que tem condições de comprar 50 terrenos desse que estamos reivindicando em Santo Amaro", cobrou em tom de indignação.

Ele ainda disse que um acampamento está previsto para ser organizado pelo movimento até que a situação seja resolvida. Outra reclamação por parte do coordenador foi o tratamento dado pela Polícia Militar de Pernambuco aos manifestantes. Segundo ele, uma repressão militar tenta intimidar os integrantes do MTST. 

Jaílton Brandão, morador da comunidade do Arco Iris, em Peixinhos, no Grande Recife, se mostrou frustrado com a notícia de que o sonho da casa própria estava mais distante. "A gente está constrangido com essa situação porque o povo luta para conseguir o terreno, passa por todos os órgãos, quando estamos prestes a construir vem o governo e passa o terreno para uma empresa privada", lamentou. 

O protesto que ocupava a faixa da direita da avenida teve fim por volta das 14h. 
Outras informações em instantes 

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