Covid-19

Internações de pessoas entre 20 e 39 anos triplicam em Pernambuco

Números indicam rejuvenescimento da covid-19 no estado

Internação por Covid-19Internação por Covid-19 - Foto: Ronaldo Schemidt / AFP

As internações de pessoas com covid-19 com idades entre 20 e 39 anos quase triplicaram entre o início do ano e abril. A informação foi divulgada esta semana pelo governo do estado em boletim sobre a situação da pandemia.Quando comparadas as duas primeiras semanas epidemiológicas de janeiro com as duas mais recentes de abril, o aumento das hospitalizações de jovens e adultos com até 29 anos teve uma variação de 197%.

As semanas epidemiológicas são formas de registro temporal utilizadas pelas autoridades de saúde para acompanhar as evoluções de pandemias. Os boletins epidemiológicos dos estados e do governo federal analisam o avanço e retração das curvas de casos e mortes a partir dessas semanas.

Já na faixa entre 40 e 59 anos, a alta foi de 205%, o que significa também um incremento expressivo, de três vezes os casos registrados no início do ano. Os aumentos indicam um rejuvenescimento da pandemia no estado, o que ocorre também em âmbito nacional. O fenômeno ocorre também entre os idosos, que passaram a viver uma situação inversa, de queda das internações. Na faixa de mais de 85 anos, as hospitalizações caíram 33% no mesmo período.

Esta foi a primeira faixa etária dos grupos prioritários da vacinação. Assim, segundo o governo de Pernambuco, a redução das internações está associada ao impacto positivo da campanha de imunização. Já na faixa etária de 60 a 69 anos, onde há muitas pessoas que ainda não foram vacinadas, o aumento de internações foi de 134% entre o início do ano e as duas últimas semanas epidemiológicas de abril.

Veja também

Epicentro dos protestos da Colômbia, Cali decreta estado de emergência
América do Sul

Epicentro dos protestos da Colômbia, Cali decreta estado de emergência

Quase 80% das amostras de fevereiro sequenciadas eram da variante do Amazonas
Coronavírus em Pernambuco

Quase 80% das amostras de fevereiro sequenciadas eram da variante do Amazonas