CONFLITO

Israel anuncia a morte de 15 soldados, os primeiros após invasão por terra a Faixa de Gaza

Segundo divulgação das Forças de Israel, 15 militares foram abatidos dentro da Faixa de Gaza, onde incursão por terra ocorre desde sexta

Israel bombardeia campo de refugiados em GazaIsrael bombardeia campo de refugiados em Gaza - Foto: MAHMUD HAMS / AFP

Ao menos 15 soldados israelenses morreram desde terça-feira (31) na Faixa de Gaza, dizem as Forças de Israel em divulgação oficial nesta quarta. Este foi o primeiro anúncio de baixas no Exército judeu desde o início da incursão por terra na região contra o movimento palestino Hamas, que acontece desde o fim da última semana.

Segundo a divulgação das Forças, a maioria dos militares mortos eram de infantaria. Segundo o "New York Times", a ala militar do Hamas, em informe no Telegram na terça-feira, afirmou que seus combatentes emboscaram alguns soldados israelenses em um prédio em Beit Hanoun, no norte de Gaza. Essa versão do confronto, porém, não pôde ser confirmada de forma independente.

Em Israel, um país pequeno onde o serviço militar obrigatório é um rito de passagem para muitos cidadãos judeus, os nomes e rostos dos soldados estavam estampados nas páginas iniciais da maioria dos sites de notícias. Outros foram anunciados ao vivo na televisão israelense quando o exército anunciou as 15 mortes na quarta-feira.

— Esta é uma campanha difícil, requer combate em Gaza — diz Tzachi Hanegbi, conselheiro de segurança nacional de Israel, a repórteres em Tel Aviv na terça-feira, antes do anúncio das mortes dos 15 soldados. — Não há combate sem um preço doloroso.

Nos últimos dois dias, também ocorreram confrontos com o Hezbollah e outros grupos armados na fronteira de Israel com o Líbano, onde outros oito soldados israelenses morreram.

O exército israelense disse que atingiu mais de 11 mil alvos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, quando lançou uma campanha de ataques aéreos em resposta a um ataque do Hamas que matou cerca de 1.400 pessoas em Israel e deixou pouco mais de 200 pessoas como reféns. A escala do bombardeio supera a de qualquer uma de suas guerras anteriores com combatentes do Hamas.

Na terça-feira, as forças israelenses tomaram o que afirmaram ser um reduto militar do Hamas no oeste de Jabaliya, uma área residencial densamente povoada ao norte de Gaza City, alegando terem matado mais de 50 integrantes do grupo terrorista. Não houve comentários imediatos do Hamas.

As forças israelenses também atingiram o que afirmaram ser um reduto do Hamas em Jabaliya, causando ampla devastação. Fotos das explosões mostraram palestinos caminhando entre os escombros em uma aparente busca por sobreviventes.

Um porta-voz militar israelense esclareceu que foram dois ataques separados, mas se recusou a fornecer uma linha do tempo ou detalhes adicionais.

O ministério da saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, disse que o ataque matou e feriu centenas de pessoas. Outro oficial de saúde disse que havia dezenas de mortos e que sua unidade recebeu centenas de pacientes feridos. Os números não puderam ser verificados de forma independente.

O ataque matou um comandante do Hamas que era um dos principais planejadores do ataque de 7 de outubro a Israel, afirmou o exército israelense. O Hamas negou que algum de seus comandantes estivesse na área.

Autoridades israelenses disseram que o objetivo da operação militar é desmantelar o Hamas, embora não esteja claro o que aconteceria se tivessem sucesso. Oficiais alertaram o público israelense para esperar uma campanha longa e sangrenta contra o grupo armado palestino. (Com AFP)

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