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Japão permite que passageiros mais velhos saiam do cruzeiro

Segundo agência japonesa Kyodo, essas pessoas podem desembarcar hoje

Navio cruzeiro "Diamond Princess" na costa de YokohamaNavio cruzeiro "Diamond Princess" na costa de Yokohama - Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP

O Governo do Japão vai permitir que passageiros mais velhos e pessoas que sofrem de doenças crónicas deixem o cruzeiro em quarentena no porto de Yokohoma, Japão, no qual pelo menos 135 pessoas estão infetadas com novo coronavírus. De acordo com a agência japonesa Kyodo, essas pessoas podem desembarcar ainda nesta terça-feira (11).

Durante mais de uma semana, o Governo japonês mantém 3.600 pessoas a bordo do navio Diamond Princess em quarentena (que deve durar até 19 de fevereiro), a fim de evitar novas infeções no país.

Cerca de 80% dos 2.666 passageiros têm mais de 60 anos de idade, e mais de 200 passageiros têm 80 anos ou mais. As pessoas infetadas já foram levadas para centros médicos de Tóquio e de outras localidades próximas, onde estão a receber tratamento.

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As autoridades sanitárias continuam a realizar exames médicos aos passageiros e tripulantes do Diamond Princess. A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu na sexta-feira (7) ao Japão que tomasse todas as medidas necessárias para acompanhar os passageiros da Diamond Princess confinados a bordo, incluindo medidas de apoio psicológico.

Coronavírus no mundo
A epidemia provocada pelo coronavírus detetado em Wuhan causou 1.018 mortos, dos quais 1.016 na China continental, onde se contabilizam mais de 42 mil infetados, segundo o balanço divulgado nesta terça-feira.

Na segunda-feira (10), de acordo com os dados anunciados pela Comissão Nacional de Saúde da China, registaram-se no território continental chinês 108 mortes e foram detetados 2.478 novos casos de infeção, com total de 42.638, em especial na província de Hubei (centro), onde perto de 60 milhões de pessoas permanecem em quarentena.

O balanço é superior ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou uma morte em Hong Kong e outro nas Filipinas, atinge também Macau e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

Na Europa, foram registrados desde segunda-feira (10) 43 infetados com quatro novos casos detectados no Reino Unido, onde a propagação do vírus foi declarada uma "ameaça séria e iminente para a saúde pública".

Será marcada uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira (13), em Bruxelas, enquanto a OMS enviou uma equipe de especialistas à China para acompanhar a evolução da doença.

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