Joaquim Barbosa foi sem nunca ter sido

Joaquim Barbosa não teria paciência para lidar com deputados federais e senadores

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Para quem é do ramo da política, sempre esteve claro que um homem com o temperamento de Joaquim Barbosa jamais daria certo como candidato a presidente da República. Ele não tem paciência para lidar com os contrários, é grosso no trato, arrogante, e em que pese ser uma das figuras mais populares da República por ter sido o relator do processo do mensalão, jamais daria certo como supremo mandatário do país. Poderia até ganhar a eleição, nesse “deserto de homens e ideias” em que nos encontramos, mas como presidente da República seria um desastre. Não teria saco, nem paciência nem disposição para compor uma maioria no Congresso Nacional e muito menos para a negociação miúda e fisiológica que seria obrigado a fazer com deputados e senadores para aprovar projetos de interesse do governo, tal qual fizeram Sarney, FHC, Lula e Dilma Rousseff. A exceção, da redemocratização para cá, foi Itamar Franco, que apesar de ter também temperamento explosivo, era da política e sabia conviver com ela. Antes de ser presidente, foi prefeito de Juiz de Fora (MG), senador e vice (de Collor). Só quem acreditava que JB daria certo como presidente eram os deputados Danilo Cabral, Tadeu Alencar, Júlio Delgado (MG) e Alessandro Molon (RJ), que se encontram agora na orfandade depois que o ex-ministro do STF recusou o convite oportunista do PSB para disputar a sucessão de Temer.

Gestos de um antipolítico

Joaquim Barbosa filiou-se ao PSB escondido da imprensa, irritou-se porque havia um batalhão de jornalistas querendo entrevistá-lo no dia em que foi apresentado à direção nacional do partido, e nunca deu uma coletiva de imprensa sequer para comunicar à nação que não aceitara o convite da legenda para ser candidato a presidente. Poderia dar certo no Palácio do Planalto?

Adeus a Cintra > O prefeito de Belo Jardim, Hélio dos Terrenos (PTB), surpreendeu anteontem os seus conterrâneos ao anunciar o rompimento com o ex-deputado Cintra Galvão (PTB), que o lançou na política. Ele demitiu do secretariado dois filhos de Cintra: Cecílio e Conceição.

Até quando? > Cintra Galvão, de 85 anos, “mandou” em Belo Jardim durante 28 anos, enfrentando o grupo político do ex-deputado José Mendonça. Perdeu o controle da prefeitura em 2000, para João Mendonça, e só retomou-a em 2016 por intermédio de Hélio dos Terrenos.

Dois lados > Luiz Aroldo, prefeito petista de Águas Belas, defende o apoio do seu partido à reeleição de Paulo Câmara. Com isto, o governador tem o apoio dos dois principais grupos políticos do município: o do prefeito e o do candidato derrotado, Agean Tenório (PSB).

Meta ambiciosa > É menos modesta do que se supunha a meta dos petistas pernambucanos que defendem a volta do partido à Frente Popular: eleger um senador (Humberto Costa), três deputados federais e pelo menos 5 estaduais. Hoje não tem nenhum federal e apenas 2 estaduais.

É de casa > Cumprindo o último ano do seu 2º mandato, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), procedeu igualzinho a Eduardo Campos quando estava concluindo o mandato dele em Pernambuco: escolheu um secretário (João Azevedo) para concorrer à sua sucessão.

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