Jovem que sofreu acidente em kart quer escrever livro contando acidente

Segundo noivo da jovem, Eduardo Tumajan, ela quer compartilhar como conseguiu força para lidar com o ocorrido

[1250] Débora Stefanny e Eduardo Tumajan[1250] Débora Stefanny e Eduardo Tumajan - Foto: cortesia/Eduardo Tumajan

Com ótima evolução clínica, a auxiliar de professora Débora Dantas de Oliveira, de 19 anos, que teve o couro cabeludo arrancado em um acidente de kart no Recife, faz planos para o futuro.

De acordo com o noivo da jovem, o microempresário Eduardo Tumajan, ela pretende fazer um livro contando a sua história. "Ela quer compartilhar como conseguiu força e teve tranquilidade para lidar com acidente e as consequências, além de outras situações que viveu e foram muito impressionantes também", disse.

Segundo o último boletim médico, divulgado no início da tarde desta quinta-feira (29) pelo Hospital Especializado de Ribeirão Preto, São Paulo, onde a jovem está internada desde o dia 18 deste mês,  Débora segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem intercorrência. No dia anterior, ela se submeteu a curativo no Centro Cirúrgico, com ótima evolução do retalho microcirúrgicos realizado dia 24 de agosto. "Acredito que em dois ou três dias ela saia da UTI e volte para a enfermaria", disse Eduardo Tumajan.

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O noivo de Débora disse ainda que ela não se mostra incomodada em ter que usar prótese para o resto da vida, já que segundo os médicos ela não terá mais cabelos naturais. "A resposta que ela me deu sobre isso foi que a melhor parte dela está preservada: o cérebro, a mente. E no futuro ela vai poder estudar para poder ajudar as pessoas em situações parecidas com a dela. Ela brinca, inclusive, que está no primeiro estágio da faculdade de medicina", falou o microempresário.

Na última terça-feira (27), uma irmã e uma amiga de Débora chegaram em Ribeirão Preto. Elas viajaram com os custos pagos pelo grupo Big Bompreço, antigo Walmart, que vem prestando assistência financeira desde o acidente. Não há previsão que outras pessoas da família da auxiliar de professora se desloquem São Paulo para visitá-la.

A pista onde Débora sofreu o acidente funcionava sem alvará e foi interditada um dia após o acidente, em fiscalização feita pelo Procon-PE e Corpo de Bombeiros. Segundo o delegado Alfredo Jorge, responsável pelo caso, oito pessoas foram ouvidas até o momento, mas a conclusão do inquérito deve demorar, pois depende dos resultados das perícias e do depoimento de Débora, além de exame complementar para apurar o grau da lesão da auxiliar de ensino infantil.

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