Ter, 16 de Junho

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Caso Henry Borel

Juíza determina expedição de alvará de soltura de Monique Medeiros após leitura da sentença

Expectativa é de que a professora deixe a prisão ainda nesta quinta-feira, após a conclusão dos trâmites necessários para o cumprimento da decisão judicial

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, recebe perdão judicial após fim do julgamento pela morte do meninoMonique Medeiros, mãe de Henry Borel, recebe perdão judicial após fim do julgamento pela morte do menino - Foto: Brunno Dantas/TJRJ

A juíza Elizabeth Machado Louro determinou a expedição do alvará de soltura da professora Monique Medeiros logo após a leitura da sentença do julgamento pela morte de Henry Borel, concluído na madrugada desta quinta-feira. A decisão foi anunciada após o Conselho de Sentença afastar a acusação de homicídio doloso — quando há intenção de matar — contra a mãe de Henry. Os jurados entenderam que Monique agiu com negligência, desclassificando o crime para homicídio culposo — sem intenção. Em seguida, a magistrada concedeu perdão judicial em relação a essa condenação.

Apesar da determinação judicial, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou, na manhã desta quinta-feira, que ainda não havia recebido o alvará de soltura. Até o momento, não há confirmação sobre o horário em que o documento será encaminhado à unidade prisional onde Monique está custodiada.

A expectativa, no entanto, é de que a professora deixe a prisão ainda nesta quinta-feira, após a conclusão dos trâmites necessários para o cumprimento da decisão judicial.

Perdão judicial

Após mais de dez dias de julgamento, o Conselho de Sentença entendeu que Monique não agiu com intenção de matar o filho. Na sentença, Elizabeth Machado Louro afirmou que, além dos requisitos legais para a concessão do benefício, levou em consideração o sofrimento enfrentado por Monique desde a morte de Henry e a repercussão pública do caso.

Ao justificar o perdão judicial, Elizabeth Louro afirmou que Monique foi alvo de uma reação social “desproporcional” e marcada por discriminação de gênero. A magistrada sustentou que, em situação semelhante, um pai dificilmente teria sido submetido ao mesmo julgamento público.

Embora tenha sido beneficiada pelo perdão judicial no crime relacionado à morte do filho, Monique não foi absolvida integralmente. Os jurados reconheceram que ela foi omissa diante das agressões e da tortura praticadas contra Henry. Pela condenação, a magistrada fixou pena de 1 ano e 4 meses de detenção.

Ao analisar a execução da pena, a juíza considerou o período em que Monique permaneceu presa preventivamente ao longo da tramitação do processo. Com isso, determinou a expedição do alvará de soltura logo após a leitura da sentença.

A decisão provocou reações imediatas entre os envolvidos no caso. O pai de Henry, Leniel Borel, criticou duramente o resultado e afirmou que pretende recorrer da decisão em relação à ex-mulher. O assistente de acusação Cristiano Medina também informou que buscará a anulação do julgamento no que se refere à situação de Monique.

Já o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. A pena total foi fixada em 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, e ele permanecerá preso. Segundo a defesa, a expectativa é que ele continue custodiado no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde já estava detido durante a tramitação do processo.

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