Julgamento do Caso Aldeia começa nesta sexta-feira

Mulher e filho do médico Denirson Paes da Silva, morto e esquartejado em maio, são acusados pelo crime

Denirson Paes da SilvaDenirson Paes da Silva - Foto: Divulgação

Acontece a partir das 9h desta sexta-feira (7), na 1ª Vara Criminal de Camaragibe, o primeiro dia da audiência de instrução e julgamento do engenheiro Danilo Paes, 23 anos, e da mãe dele, a farmacêutica Jussara Rodrigues, 54 anos, acusados de matar o pai do rapaz e marido da acusada, o médico cardiologista Denirson Paes da Silva, 54, em maio deste ano. Para auxiliar a acusação, foram indicadas 17 testemunhas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Da parte da defesa, foram chamadas 12 testemunhas, sendo seis para Danilo e seis para Jussara. Todos, assim como os réus, serão interrogados novamente, e o inquérito policial repassado.

Presidida pela juíza Marília Falcone, a sessão será acompanhada pelos familiares de Denirson. “Vão participar o pai da vítima, a irmã e o filho mais novo, o Daniel Paes”, afirmou Carlos André Dias, advogado contratado pela família de Denirson para auxiliar o MPPE na acusação. “Tudo pode acontecer, então estamos indo preparados. Na quarta, eu fui até a casa onde o crime aconteceu e, com o auxilio da polícia, pude entender a dinâmica do crime a partir do que as investigações concluíram. Isso vai me ajudar muito nas perguntas individualizadas”, explicou.

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Os réus serão os últimos a serem interrogados e, caso não haja tempo, a data de 14 de dezembro foi reservada para dar continuidade à audiência, também a partir das 9h. Danilo, que estava no Centro de Observação e Triagem em Abreu e Lima (Cotel), foi transferido na terça-feira para o Complexo Prisional do Curado (antigo Presídio Aníbal Bruno). “Ele foi transferido por causa das audiências, mas eu pedi que ele voltasse para o Cotel porque tem sofrido perseguições por parte de outros presos. Ele foi ameaçado, apanhou e está muito ansioso. Os remédios dele ficaram na enfermaria do Cotel”, afirmou Rafael Nunes. “Como lá não tem cela especial para quem tem curso superior, consegui que Danilo ficasse em um local isolado até depois do dia 14, quando ele vai poder voltar para Abreu e Lima.”

Rafael acredita que, nas audiências, Jussara e Danilo vão conseguir provar suas versões. “Na verdade, o Ministério Público é quem tem que provar, a gente só se defende. Mas Jussara vai conseguir mostrar que agiu em legítima defesa e Danilo vai mostrar que não existe nada contra ele”, disse, confiante, o advogado de defesa.

O médico foi assassinado no dia 30 de maio, no condomínio de luxo onde morava com a família, em Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Ele teve o corpo esquartejado e jogado na cacimba da residência. O casal estava em processo de separação. A perícia afirma que a mulher e o filho participaram do crime. Jussara assumiu o homicídio e nega a participação do filho.

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