Julgamento do caso Thiago Faria termina nesta quinta-feira

Advogados de acusação e defesa farão debate de argumentos

No Cafezinho recebe o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE)No Cafezinho recebe o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) - Foto: Arthur Mota/Folha PE

O julgamento de três dos cinco acusados de envolvimento na morte do promotor de Itaíba Thiago Faria Soares, está programado para terminar nesta quinta-feira (27), no Recife. A sessão começa às 8h na Justiça Federal em Pernambuco, no bairro do Jiquiá, Zona Oeste do Recife, e não tem hora para terminar.

Durante o dia, os advogados de acusação e de defesa dos réus farão suas considerações finais. Cada um terá três horas para expor argumentos. Haverá ainda oportunidade de réplica e tréplica, com mais duas horas para cada parte.

Em seguida, a juíza Amanda Torres deve definir o veredito e proferir a sentença, caso os réus sejam condenados.

A estimativa é que a sessão só termine na madrugada da sexta-feira (28). 

Depoimentos 

Nesta quarta-feira (26), terminou a ouvida dos réus. Acusado de ser o mandante do assassinato do promotor Thiago Faria, José Maria Pedro Rosendo Barbosa foi o primeiro a depor. Ele reconheceu as desavenças que existiam com Lourival Freire Ferrão Filho, pai de Mysheva Martins - noiva do promotor -, e com um tio da advogada conhecido como Lula e afirmou que Mysheva “vale por dez jararacas” e que cresceu “sendo envenenada pelo pai”.

Em seguida, foi ouvido José Marisvaldo, também acusado de participação no crime. Ele negou o envolvimento e disse que, no dia e horário do assassinato, estava em Alagoas. 

Os depoimentos dos réus terminaram com a ouvida de Adeildo Ferreira dos Santos, que evitou responder a maioria das perguntas. Ele disse repetidas vezes que não se recordava bem dos fatos.

Entenda o caso

O crime ocorreu no dia 14 de outubro de 2013 no interior de Pernambuco. Thiago Farias Soares estava com a noiva, a advogada Mysheva Martins, e do tio dela Adautivo Martins. Eles seguiam pela rodovia PE-300 a caminho de Itaíba, quando foram abordados por homens armados.

Os tiros atingiram Thiago, que morreu na hora. O veículo deles parou. O carro dos assassinos contornou a via e, segundo as investigações, retornou para tentar assassinar tio e sobrinha, que escaparam com vida após se jogarem para fora do veículo, na estrada. A arma do crime nunca foi encontrada.

A motivação do crime teria sido a compra de 25 hectares de uma fazenda em Águas Belas. O imóvel, que possuía uma extensão total de 1.800 hectares, foi adquirido por Mysheva em um leilão - com isso, parentes de José Pedro teria sido obrigado a deixar o local. 

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