Julgamento dos acusados de matar promotor de Itaíba deve durar quatro dias

Crime aconteceu em 2013 quando o promotor seguia para Itaíba com sua noiva e um tio dela

Paulo Câmara durante rodada do Pernambuco em Ação, em PetrolinaPaulo Câmara durante rodada do Pernambuco em Ação, em Petrolina - Foto: Ivaldo Régis/Divulgação

O caso do promotor de Justiça Thiago Faria Soares, assassinado em Itaíba - no Agreste de Pernambuco - finalmente pode ter um desfecho, mais de três anos após o homicídio. O julgamento de quatro dos acusados do crime - José Maria Pedro Rosendo Barbosa, José Maria Domingos Cavalcante, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva, conhecido como Passarinho - tem início no começo da manhã desta segunda-feira (24), mas o júri Federal deve seguir por quatro dias.

Para o procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco, Carlos Guerra, a justiça será feita. "Confio muito na instituição do tribunal do júri. Dificilmente, o júri condena um inocente, tende sempre a fazer justiça", afirma. "A sociedade pernambucana terá a oportunidade de ver a Justiça prestar contas desse crime que tanto abalou o Ministério Público, como toda a sociedade."

Os acusados respondem pelo crime de homicídio doloso contra a vítima e por tentativa de assassinato da advogada Mysheva Freire Ferrão Martins, noiva de Thiago Faria, e do tio dela, Adauto Martins. Ambos estavam no carro do promotor, na rodovia PE-300, a caminho de Itaíba, no Agreste de Pernambuco. O quinto acusado pelo crime - Antônio Cavalcante Filho, irmão de José Maria Cavalcante - está foragido da Justiça Federal.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 14 de outubro de 2013 no interior de Pernambuco. Thiago Faria Soares estava acompanhado da noiva, a advogada Mysheva Martins, e do tio dela Adauto Martins. Eles seguiam pela rodovia PE-300 a caminho de Itaíba, quando foram abordados por homens armados.

Os tiros atingiram Thiago, que morreu na hora. O veículo deles parou. O carro dos assassinos contornou a via e, segundo as investigações, retornou para tentar assassinar tio e sobrinha, que escaparam com vida após se jogarem para fora do veículo, na estrada. A arma do crime nunca foi encontrada.

A motivação do crime teria sido a compra de 25 hectares de uma fazenda em Águas Belas. O imóvel, que possuía uma extensão total de 1.800 hectares, foi adquirido por Mysheva em um leilão - com isso, José Pedro teria sido obrigado a deixar o local.

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