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Jungman deixará para Moro estatísticas sobre a violência

Prioridade de Moro é o combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Diz o ministro Raul Jungman que quando assumiu a pasta da Segurança Pública, em abril deste ano, o estado brasileiro não tinha nenhum tipo de estatística sobre os índices de violência em nosso país. Sabia-se quantas pessoas eram assassinadas por causa de fontes como delegacias de polícia, hospitais, IMLs, etc. Mas não se sabia e não se sabe ainda quantos inquéritos são abertos, quantos são concluídos e quantos são enviados ao Ministério Público. Em Pernambuco, calcula o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, menos de 10% dos inquéritos instaurados chegam efetivamente ao seu final a ponto de serem enviados ao MP. O ministro se esforçou o quanto pôde para deixar a pasta aparelhada a fim de realizar esse tipo de trabalho, porém seu ministério vai desaparecer agora em janeiro para se juntar à pasta da Justiça, que ficará sob o comando de Sérgio Moro, cuja prioridade é o combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. E não a “guerra civil” não declarada”, que há no Brasil, cujo saldo em 2017 foram 64 mil assassinatos. Jungman deixaria para o seu sucessor um legado que qualquer um gostaria de receber: uma pasta com atribuições definidas, uma política unificada de segurança pública e dinheiro proveniente das lotéricas para executar suas atribuições. Como o ministério vai desaparecer após a posse do novo presidente, se restar dele pelo menos a continuidade das estatísticas já se terá dado um grande passo para o enfrentamento do problema.

Começo e fim
Não foi fácil para a Polícia Federal iniciar a “Operação Lava Jato”, difícil é encontrar um jeito para encerrá-la. Ela já se desdobrou em mais de 50 fases, sem contar as operações paralelas. E quase todos os dias surgem fatos novos para dificultar o seu encerramento. São tantas as operações com nomes esquisitos que é quase impossível o cidadão comum acompanhá-las.

Empréstimo 1 > O Senado autorizou recentemente os Estados do Pará, Maranhão e Ceará, além de mais de uma dezena de municípios, a contraírem empréstimos no BID. Só não tem jeito de sair os empréstimos que o Governo de Pernambuco e a prefeitura do Recife pleiteiam desde 2014.

Empréstimo 2 > O Pará foi autorizado a contrair empréstimo no valor de U$ 135 milhões. Segundo o senador Fernando Bezerra Coelho, (MDB-PE), o Estado foi apontado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) como o de maior capacidade no país para endividar-se.

O abacaxi > A governadora eleita do RN, Fátima Bezerra (PT), que é senadora, vai receber o Estado em frangalhos das mãos do atual governador Robinson Faria (PSD): devendo três folhas aos servidores que totalizam cerca de R$ 1 bilhão. E com as Polícias Civil e Militar em greve.

A intervenção > Sorte tiveram os servidores de Roraima, que está sob intervenção federal desde o mês passado. Temer interveio no Estado, que estava ingovernável nas mãos da governadora Suely Campos, mas liberou R$ 200 milhões para que o interventor pagasse três folhas atrasadas.

A derrota > O deputado Claudiano Martins Filho (PP) perdeu o controle da Câmara Municipal de Itaíba, sua terra, após a vitória do vereador Jorge do Cachorro Quente (PTB) para presidente. Jorge derrotou por 7 x 4 o vereador Cícero Matias (PSDB), conhecido com “Tarugo”. O deputado já havia perdido o controle da prefeitura em 2016 para a petebista Regina Cunha.

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