RIO DE JANEIRO

Justiça mantém prisão de anestesista flagrado estuprando grávida em hospital

Giovanni Bezerra foi detido em flagrante no domingo após cesárea

Médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, preso suspeito de abusar de paciente.Médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, preso suspeito de abusar de paciente. - Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro converteu, na tarde desta terça-feira (12), durante audiência de custódia, para preventiva a prisão em flagrante do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos. O especialista foi surpreendido durante o plantão no Hospital da Mulher de Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na noite de domingo (10), ao ser preso por estupro de vulnerável.

Ele é acusado de abusar de uma paciente enquanto ela estava dopada e passava por um parto cesárea na unidade de saúde. Ele foi gravado, denunciado e preso por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti.

O suspeito foi transferido no fim da manhã de ontem para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. No fim da tarde, Bezerra foi encaminhado para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), no Complexo de Gericinó. Ele vai ficar sozinho na cela, isolado dos demais presos.

A decisão que manteve Giovanni preso foi a juíza Rachel Assad da Cunha, da Central de Audiência de Custódias.Com a mudança do status da prisão, o especialista ficará preso por tempo indeterminado. Neste prazo, o inquérito policial poderá ser concluído e entregue ao Ministério Público do Rio (MPRJ) que decidirá pela denúncia ou não, e pela manutenção da prisão.

Até agora, três mulheres que disseram que fizeram parto com o especialista prestaram depoimentos na Deam de São João de Meriti. Para a Polícia Civil, tudo leva a crer que ele abusou de duas outras pacientes entre a tarde e noite de domingo.

Mulheres da equipe que fazia a operação suspeitavam do comportamento do médico e o filmaram com um celular escondido. Esse foi o terceiro procedimento cirúrgico de que Giovanni participou no plantão. A investigação começou após funcionárias da unidade de saúde desconfiarem da conduta do profissional.

Para provar as suspeitas, elas passaram a gravar o especialista quando ele fazia os partos. E na noite do último domingo não foi diferente. Bezerra foi flagrado estuprando uma grávida durante uma cesariana na unidade. As imagens serviram de prova para a prisão em flagrante do médico. A gravação registrou o homem colocando o pênis na boca de uma paciente quando ele participava do parto dela. A gravação foi entregue a investigadores da Deam.

Isolado na cela
Após deixar a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, no final da tarde desta segunda-feira (11), o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, preso acusado de estuprar de uma paciente durante seu plantão no Hospital da Mulher de Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na noite de domingo (10), foi levado para fazer corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) do Centro do Rio.

De lá, ele foi levado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Por medo de represália, a direção da unidade decidiu colocá-lo separado dos demais presos.

Funcionários da unidade prisional contaram que, "pela delicadeza do caso, o médico foi isolado em uma cela" e desde ontem permanece sozinho e "não trocou nenhuma palavra com os agentes".

Uma fonte da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ouvida pelo GLOBO contou que o ginecologista está "aparentemente assustado com a situação, mas não é de falar". Ele passou a noite "muito abalado".

Hoje, (ele) tomou café da manhã: pão com manteiga e café com leite. Agora, pegou o chamado "kit fórum " (pão com manteiga, fruta e todynho) e está aguardando ser chamado pra audiência disse o funcionário da penitenciária.

Em Bangu 8, estão presos o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, acusado de matar o enteado Henry Borel Medeiros; o ex-governador Sérgio Cabral e o delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio Afonso Alves, preso por chefiar um esquema que exigia propina de comerciantes de Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

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