Justiça nega prisão de policiais suspeitos de roubar comerciante chinês, no Recife; veja vídeo

Decisão da 7ª Vara Criminal da Capital foi anunciada, nesta quarta-feira (3), em entrevista coletiva da Polícia Civil

Três policiais presos pelo GOE tiveram a manutenção da prisão temporária negada pela JustiçaTrês policiais presos pelo GOE tiveram a manutenção da prisão temporária negada pela Justiça - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Os três policiais presos na Operação Cães de Fu, deflagrada pela Polícia Civil (PC) no último dia 20 de abril, tiveram a manutenção da prisão temporária negada pela Justiça e devem voltar ao trabalho. A decisão foi anunciada, na manhã desta quarta-feira (3), em entrevista coletiva da PC.

Os servidores públicos foram investigados por roubar dinheiro e mercadorias de um comerciante chinês que trabalhava no Centro do Recife. Um quarto integrante do grupo, um comissário lotado na PC, foi identificado depois e sequer chegou a ser preso.

“Solicitamos a prisão preventiva dos quatro suspeitos, porém, apesar de o Ministério Público ter concordado com a solicitação da delegacia, o juiz entendeu por bem libertar essas pessoas. A prisão preventiva foi negada. Foram estabelecidas medidas cautelares, eles não poderão se aproximar da vítima nem das testemunhas, mas terão o retorno à liberdade”, afirmou a delegada Patrícia Domingos, da Delegacia de Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp).

A decisão foi do juiz Francisco Galindo, da 7ª Vara Criminal da Capital. Em nota, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que não se pronunciará sobre o caso,“seguindo determinação da Lei Nacional Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que proíbe o juiz de prestar informações sobre processos que esteja presidindo”. Foi decretado segredo de Justiça.


Além do comissário envolvido, outro policial da Delegacia de Água Fria, na Zona Norte do Recife, é suspeito de participação no roubo, além de um soldado e um cabo da Polícia Militar. Segundo Patrícia Domingos, os casos foram encaminhados à Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) e podem resultar no afastamento dos suspeitos, mas uma decisão só deve sair em 50 dias.

“Os criminosos estão soltos, e a única pessoa que está presa é a vítima, que não pode retornar a seu estado de origem, enquanto criminosos travestidos de policiais estão às soltas”, completou a delegada.

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