Líder do MDB no Senado critica negociação do governo com caminhoneiros

Simone Tebet, líder o MDB no Senado, criticou a decisão do governo Temer em ceder às exigências dos caminhoneiros

Líder do MDB no Senado Simone TebetLíder do MDB no Senado Simone Tebet - Foto: Agência Senado

As negociações do presidente Michel Temer com os caminhoneiros não escaparam das críticas nem mesmo da líder do partido dele no Senado, Simone Tebet (MS). Na noite deste domingo (27), ela falou sobre a dificuldade do governo em aceitar o congelamento do preço do óleo diesel por 60 dias, exigência feita por caminhoneiros de São Paulo. Caminhoneiros autônomos que foram ao Palácio do Planalto no final da tarde, exigem ainda mais: 90 dias.

Na semana passada, o governo se comprometeu a congelar o preço por apenas um mês. "Não consigo entender, diante do caos iminente e prejuízos bilionários, governo cede em reivindicações difíceis, a serem compensadas pelo Tesouro (redução em R$ 0,46/litro diesel e MP que isenta pedágio para eixo suspenso) e empaca na prorrogação do congelamento do diesel para 60 dias", escreveu Tebet no Twitter. "Sem entrar no mérito da legitimidade da greve, é hora de pensar nas consequências nefastas de mais um dia de paralisação", publicou a senadora.

Representantes de caminhoneiros autônomos que não assinaram o acordo com o governo na semana passada voltaram ao Palácio do Planalto para negociar uma pauta mais extensa e para avisar que a desmobilização só terá início quando as promessas forem publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

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Além de quererem ver no papel os 12 itens prometidos pelo Planalto na semana passada, os caminhoneiros querem que o governo zere as alíquotas de PIS e Cofins e Cide do óleo diesel, edite uma medida provisória (que tem aplicação imediata, em vez do projeto que está no Senado) para regular os preços de fretes rodoviários, volte ao preço do diesel de julho de 2017 e o congele durante 90 dias.

No acordo firmado na quinta-feira (24), o governo federal se comprometeu em reservar 30% do frete da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os caminhoneiros. No ano passado, a estatal gastou R$ 107 milhões com o frete.

Os caminhoneiros também pediram ao governo a reserva de cerca de um terço do transporte da Petrobras e dos Correios. Como são empresas de capital misto, o governo não poderia fazer a reserva imediatamente, mas pode ajudar a adotar a cota, segundo os grevistas.

Os manifestantes querem também que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vote até terça-feira (29) a urgência do novo marco regulatório do setor de transportes.

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