Dom, 15 de Fevereiro

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Recife

Livro revela viés intimista sobre o bairro da Boa Vista

Obra foi escrita por cinco arquitetos e urbanistas formados pela UFPE

Livro traz memórias culturais e afetivas do bairroLivro traz memórias culturais e afetivas do bairro - Foto: Divulgação

As histórias do bairro da Boa Vista, no centro do Recife, contadas a partir do olhar de quem vive diariamente a região, como moradores e comerciantes, além de visitantes ou transeuntes que por lá passam com frequência, são a matéria-prima do “Guia (co)Memorativo da Boa Vista”, livro lançado este mês por um grupo de cinco arquitetos e urbanistas formados pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O projeto, realizado pelo Coletivo Massapê, em parceria com a Habitat Brasil, e co-idealizado pela Benfeitoria e Sitawi, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), resgata a memória e significados do bairro, chamado por muitos como “o coração da cidade”. Laryssa Araújo, uma das autoras da obra, explica que o processo de pesquisa e produção teve início em fevereiro do ano passado e contou com a participação de mais de 100 pessoas, que ajudaram, de forma coletiva, a compreender a Boa Vista.

“Nós fizemos entrevistas e oficinas para apresentar o que tem de valor e de afeto. É um bairro de significado para muitas pessoas. É sobre entender que é um lugar particular, um sítio histórico no centro da cidade, com vizinhança, e muitas histórias”, comentou. Aos 27 anos, ela divide a produção do livro com outros quatro profissionais, Bruno Galvão, Davi Valentim, Lane Carvalho e Marília Chaves, que também têm entre 25 e 30 anos de idade.

O “Guia (co)Memorativo da Boa Vista” conta com 259 páginas que traçam um mapa cultural e afetivo da região, lembrando lugares como a Igreja de São Gonçalo, a construção mais antiga da área, e o próprio e famoso mercado, que também leva o nome do bairro. A obra, inclusive, pode ser baixada gratuitamente no formato e-book a partir da plataforma Issuu (bit.ly/guiadaboavista).

Como destaca a arquiteta, a expectativa, agora, é produzir uma tiragem física com 50 exemplares que devem ser distribuídos entre escolas públicas de Pernambuco e também com pessoas que apoiaram a campanha de financiamento coletivo. “Foram mais de 100 pessoas que colaboraram com a campanha. A gente queria fazer mais exemplares, mas a princípio serão esses”, explicou.

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