Loja da Havan é fechada em Rio Branco por descumprir decreto de quarentena

Unidade da loja no Acre foi interditada nesta sexta-feira por descumprir do governo estadual

Luciano Hang, dono das lojas HavanLuciano Hang, dono das lojas Havan - Foto: Twitter/Reprodução

A unidade da Havan em Rio Branco foi interditada no início da tarde desta sexta-feira (1º) pela Vigilância Sanitária da capital do Acre por descumprimento das medidas de quarentena devido à pandemia do novo coronavírus adotadas pelo governo estadual.

O fechamento foi requisitado pelo MPF (Ministério Público Federal), que recebeu nos últimos dias denúncias sobre a operação da loja mesmo com a decisão do governo de impedir o funcionamento. A confirmação da abertura da loja do empresário Luciano Hang, um dos maiores apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), motivou a requisição do MPF.

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Lojas de departamentos não estão incluídas entre as atividades consideradas essenciais pelo decreto estadual e, por isso, não deveriam abrir, conforme o órgão.

Segundo o MPF, a Havan chegou a anunciar em redes sociais que estaria aberta neste feriado e que os consumidores deveriam aproveitar a data para fazer as compras do Dia das Mães.

De acordo com o MPF, o código de saúde do Acre prevê que a autoridade sanitária deve ordenar a interdição total ou parcial de locais públicos ou privados onde haja concentração de pessoas para evitar o contágio de doenças transmissíveis, como é o caso da Covid-19.

No termo de interdição cautelar do estabelecimento, ficou autorizado o acesso à loja, durante o período em que estiver fechada, de um funcionário, responsável por manter as condições de refrigeração do ambiente adequadas à conservação de produtos perecíveis ou sensíveis ao calor, como chocolates.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Acre chegou nesta sexta-feira a 487 casos confirmados da Covid-19, com 19 mortes.

No dia 17 de abril, o estado prorrogou por mais 15 dias as medidas de suspensão temporária de atividades econômicas, que devem ser retomadas apenas na segunda-feira (4) –caso não haja novo decreto.

Entre as regras estão o uso de máscaras nos espaços públicos e privados que tenham atendimento ao público, e o veto a aglomerações de mais de cinco pessoas em espaços públicos. Cinemas, shows e missas estão vetadas até o dia 31 de maio.

Procurada nesta sexta-feira, a assessoria da Havan ainda não comentou o assunto.

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