Maia diz que 'todos morrerão juntos' se reforma da Previdência não for feita

Rodrigo Maia e João Doria afirmam que a reforma da previdência é o caminho para superar a crise

Rodrigo Maia e Jair BolsonaroRodrigo Maia e Jair Bolsonaro - Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que busca a reeleição para o posto e já obteve o apoio do PSL de Jair Bolsonaro, afirmou que "todos morrerão" se a reforma da Previdência não for aprovada.

Em reunião de cerca de 40 minutos com o governador João Doria (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes, Maia obteve apoio do tucano para a reeleição e na defesa da reforma. "Essa é a agenda principal, independente de qualquer coisa. A gente precisa de uma grande pactuação, acho que o governador João Doria tem toda capacidade de liderar isso, entre o governo federal, os governadores e os prefeitos", disse Maia sobre a reforma. "Todos morrerão juntos se a reforma não for aprovada", completou.

Ambos afirmaram que a reforma é o caminho para superar a crise e gerar empregos. "É decisiva e vem para defender os brasileiros mais pobres e os aposentados", disse Maia ao rebater o argumento de que a proposta retira direitos.

"É fundamental que já no início do novo período legislativo, o Congresso Nacional possa deliberar e votar a reforma da Previdência", disse Doria, completando que a bancada tucana paulista está orientada a apoiar a medida.

Sobre a proposta de Bolsonaro de que as idades de aposentadoria sejam 62 para homens e 57 para mulheres, Maia disse que, se houver redução em relação aos 65 anos, não deve haver regra de transição.

O presidente da Câmara disse que fez uma visita institucional a Doria porque foi convidado para sua posse, não pôde comparecer e prometeu visitá-lo assim que possível. Afirmando que o tema do encontro era a reforma da Previdência, Maia evitou responder sobre a disputa na Câmara e Doria, sobre o afastamento de Gilberto Kassab (PSD).

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Doria, porém, disse que apoia a reeleição de Maia, embora tenha enfatizado que a orientação para a bancada deve partir de Geraldo Alckmin, presidente do PSDB. "Mas como governador de São Paulo manifesto claramente a minha posição favorável à recondução do deputado Rodrigo Maia a presidente da Câmara. Majoritariamente a bancada federal do PSDB deverá votar em Rodrigo Maia."

O deputado afirmou que conversará com Kassab e Alckmin sobre a disputa na Câmara. Maia elogiou a posição de Bolsonaro de não declarar apoio a ele, ainda que o PSL tenha fechado um acordo para sua reeleição. O deputado disse que os poderes são independentes.

"A posição do presidente está corretíssima em não influenciar, não decidir, não participar. A presidente Dilma participou e perdeu. Ele não tem por que perder essa eleição."

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