Mais da metade dos brasileiros nunca foi a um dermatologista, aponta novo estudo
Pesquisa 'Brasil à Flor da Pele' analisa a relação dos brasileiros com a saúde da pele
54% dos brasileiros nunca consultaram um dermatologista, segundo um estudo realizado pela divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil e a Sociedade Brasileira de Dermatologia. A pesquisa, chamada de Brasil à Flor da Pele, analisa a relação dos brasileiros com a saúde da pele e mostra que 4 em cada 10 brasileiros raramente observam pele, cabelos e unhas em busca de sinais de doença.
As desigualdades também chamam atenção no novo dossiê, revelando que 58% das pessoas negras nunca foram ao dermatologista, contra 42% das pessoas brancas, evidenciando menor acesso da população negra ao cuidado especializado. Entretanto, quase 90% acreditam que problemas dermatológicos devem ser tratados por um especialista.
“O anúncio dos primeiros dados do dossiê Brasil à Flor da Pele mobiliza diferentes vozes em torno de uma causa urgente: garantir que o cuidado com a pele seja tratado como um direito de todos, e não como privilégio de alguns”, afirma Hanane Saidi, diretora da divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal.
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Se levarmos em conta o sexo e a faixa etária, o estudo mostrou que, entre os homens, apenas 37% já realizaram pelo menos uma consulta, enquanto mais da metade das mulheres, 55%, já esteve em um consultório dermatológico. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, 70% nunca passaram por uma consulta com dermatologista.
“O Brasil ainda convive com desigualdades de acesso à dermatologia, sobretudo entre jovens, homens e a população negra. O movimento liderado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e pela divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal é fundamental para transformar a conscientização em práticas efetivas de cuidado”, disse Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
O movimento ganha ainda mais relevância após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter reconhecido oficialmente este ano as doenças de pele como prioridade de saúde pública.

