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Mais de 100 pessoas são presas na Venezuela por falsificação de documentos

As informações são do Serviço Administrativo de Identificação e Migração (Saime)

VenezuelaVenezuela - Foto: Leandra Felipe - Repórter da Agência Brasil/EBC

Mais de 100 pessoas foram detidas no primeiro semestre do ano por administrarem "de forma fraudulenta" documentos de identidade da Venezuela, onde o trâmite pelos canais regulares é normalmente muito complicado.

O Serviço Administrativo de Identificação e Migração (Saime) informou, nesta segunda-feira (26), que as prisões ocorreram "entre os meses de janeiro a julho deste ano".

"Esses sujeitos se dedicavam a captar, por meio das diferentes redes sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp), pessoas com necessidade de realizar diversos processos de identificação no Saime, cobrando altas quantias de dinheiro em moeda estrangeira", disse o órgão em suas redes sociais.

"Eles emitiam documentos de identificação como: cédulas (cartão de identidade), passaportes, prorrogação do passaporte venezuelano, vistos para estrangeiros de forma fraudulenta", acrescentou.

"Gangues dedicadas a este crime foram identificadas, e aqueles que se dedicavam à gestão, entre eles funcionários envolvidos, foram presos", acrescentou.

 

Não é fácil tramitar um documento de identidade na Venezuela. Muitas vezes são inacessíveis, ou levam meses. Neste cenário, as pessoas optam, muitas vezes, pela ação dos chamados "gestores", em geral com contatos dentro do Saime, para agilizar o processo.

A cédula é emitida somente em operações especiais, normalmente em época de eleições. Para optar por um novo passaporte, o vencido deve ter menos de quatro páginas livres. Se não for esse o caso, colocam um adesivo que estende a validade por até cinco anos.

Os preços também se adaptaram à dolarização reinante no país. Apesar de cobrados em bolívares, uma prorrogação do passaporte pode custar o equivalente a 100 dólares, 40 vezes o salário mínimo.

Os detidos, entre eles uma funcionária do Saime, foram acusados de corrupção pela "obtenção ilícita de lucro em atos da administração pública", segundo o comunicado. A nota não informou como esses documentos "fraudulentos" eram tramitados.

"O processo de investigação continua por parte dos funcionários da Inspetoria Geral do Saime, a fim de identificar e localizar outras pessoas envolvidas nesses atos irregulares", completa o comunicado.

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