Educação

Mais três pesquisadores vinculados à Capes renunciam coletivamente

Saída de coordenadores da área de Ciências Agrárias aprofunda crise interna no órgão, que já acumula mais de cem renúncias nos últimos meses

Sede da CapesSede da Capes - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Três pesquisadores ligados à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação, pediram a renúncia do cargo nesta semana. O movimento dá continuidade à onda de demissões coletivas de colaboradores que atuam na área de avaliação da fundação em meio à crise interna devido ao descontentamento com a condução do órgão. 

Os coordenadores que renunciaram atuavam na área de avaliação de Ciências Agrárias I. São eles: Luiz Carlos Federizzi, Fábio Lopes Olivares e Geraldo José Silva Junior. A debandada começou nos últimos meses do ano passado, conforme noticiou o Globo.

Já passam de cem pesquisadores que deixaram as suas atividades, nas mais diferentes áreas, como Física, Matemática, Química e Engenharias. As saídas recentes foi noticiada pelo site da Folha de S. Paulo.

Após dois dias da entrega dos cargos por parte dos pesquisadores, que não são servidores da Capes, mas indicações da academia, o órgão convocou reunião do Conselho Superior para efetivar a escolha de Moacir Pasqual, professor da Universidade Federal de Lavras, em substituição ao cargo de coordenador geral da área de avaliação de Ciências Agrárias I. 

Servidores, em caráter reservado, lançam dúvidas sobre o rito de escolha, alegando que procedimentos normativos podem ter sido atropelados, como a etapa de indicação, por lista, de nomes por parte de entidades científicas e ligadas à pós-graduação no país.

A Capes, em nota, informou que nenhuma regra foi desrespeitada e que a agilidade em escolher o novo diretor ocorre pela urgência do momento. "Considerando a urgência da substituição, tendo em vista o andamento da Avaliação Quadrienal, optou-se por aproveitar a eleição anterior, respeitando a legitimidade da indicação da academia e, ao mesmo tempo, conferindo celeridade ao processo", informou o órgão.

"Não há qualquer irregularidade na indicação de integrantes das Áreas de Avaliação. A legislação vigente não trata do preenchimento de vagas de coordenadores que renunciam à função. Desta forma, cabe à Presidência da CAPES decidir sobre o assunto", aponta, na mesma nota, a Capes.

Desde o início da debandada, os cientistas acusam a Capes de não respaldar o trabalho de avaliação desempenhado por eles e criticam a presidência da instituição por não defender a Avaliação Quadrienal da pós-graduação, que havia sido suspensa por decisão judicial em setembro, mas foi retomada depois.

Eles alegam que a presidência da Capes não fez uma defesa contundente da retomada da avaliação. Entre outros pontos, a presidente da Capes, Cláudia Toledo, é acusada pelo grupo que renunciou às atividades de não dialogar com os pesquisadores da instituição.

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