Mala branca, chances de acesso e arbitragem: Júlio analisa reta final do Náutico na Série B

“Pagamos pelo nosso começo de campeonato”, disse goleiro sobre dificuldades em se manter no G4

Zeca Cavalcanti é deputado federal pelo PTB de PernambucoZeca Cavalcanti é deputado federal pelo PTB de Pernambuco - Foto: Divulgação

Um dos primeiros jogadores do Náutico que tentou levantar o ânimo da equipe após a derrota por 3x0 para o Avaí, na rodada passada da Série B do Campeonato Brasileiro, foi o goleiro Júlio César. O abatimento dos atletas era uma preocupação do camisa 1. Afinal, o Timbu, quinto colocado da competição, ainda possui chances de obter o acesso – mesmo não dependendo apenas de si. Na entrevista coletiva desta segunda (14), o goleiro comentou a probabilidade do clube em voltar à Primeira Divisão, além de polêmicas envolvendo arbitragem e mala branca.

SENTIMENTO PÓS-DERROTA PARA O AVAÍ

Quase impossível não ficar chateado. Sentimento era de tristeza, mas futebol é feito de um dia após o outro. Temos que passar uma borracha. Já vi situações piores que foram revertidas. Não podemos desanimar e perder para nós mesmos. Temos que vencer os dois jogos e, se o Bahia ganhar os dois também, pelo menos fizemos o nosso. Não podemos ficar sem ganhar uma dessas duas partidas, aí o Bahia tropeçar e a gente falar que se tivesse feito a nossa parte, nós teríamos passado. Não dependemos somente de nós, mas temos que fazer a nossa parte. Não podemos deixar de acreditar. Se não tiver (esperança), acabou. Mesmo que a gente vença e os outros times também, ainda teremos chances.

LIÇÕES DO PASSADO

São dois anos seguidos brigando pelo acesso. Infelizmente, ano passado, a Série A não veio. Quem estava aqui sabe da tristeza que foi. Ficamos lamentando um ou outro resultado que não conseguimos. Por isso que, nesses dois jogos, temos que fazer a nossa parte, para não ficar lamentando mais. Não podemos perder as esperanças. Ano passado deve servir de lição para não tirar o pé do acelerador.

“PAGAMOS PELO COMEÇO”

Pagamos pelo nosso começo de campeonato. Começamos de forma instável, mas com a chegada do Givanildo conseguimos uma sequência boa. Estamos fazendo um campeonato de recuperação. Ganhamos seis partidas e, mesmo assim, não conseguimos nos firmar no G4. Quando perdemos a primeira, já saímos. Estamos buscando os pontos e isso tem deixado o time chateado.

ARBITRAGEM

Dificilmente reclamo de arbitragem porque acho que você acaba tirando a sua culpa e jogando para outro. Mas nesses dois últimos jogos tivemos uma influência direta da arbitragem. Isso desestabilizou nossa equipe. Tomamos gols em momentos cruciais. O árbitro fez aquelas duas besteiras contra o Avaí. Ele disse que foi uma falta claríssima, mas depois quando você olha o lance...Não quero tirar a nossa culpa, nem dizendo que Avaí e CRB não foram merecedores, mas os erros nos prejudicaram.

ESPERANÇA NO ACESSO

A situação, quando não depende de você, não é boa. Mas também não é desesperadora. Precisamos de um tropeço só. Por isso, temos que fazer a nossa parte bem feita. Bahia pega o Bragantino, que joga sua última cartada. Se perderem, estarão rebaixados. Temos que fazer a nossa parte porque acredito que alguém vai tropeçar. Precisamos ter a cabeça no lugar para conseguir nosso objetivo.

MALA BRANCA

Às vezes enfrentamos equipes que não estão brigando por nada, mas que parecem que estão ganhando algo para jogar. Acho que todo mundo trabalha por dinheiro. Não sei se chega ou não (mala branca), mas qualquer incentivo é importante. O bicho que ganhamos aqui do nosso clube também é um incentivo. Mesmo assim, se fosse eu nessa situação, eu brigaria para renovar o contrato ou pensar em outra equipe no futuro. A partir do momento que entro em campo com a camisa do Náutico, represento toda minha carreira, o sonho de criança, e não posso dar as coisas de mão beijada.

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