Marília já é o fato novo da eleição em Pernambuco

Sílvio Costa é o principal “abre alas” da campanha eleitoral de Marília Arraes à governadora

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Arthur Mota

A vereadora Marília Arraes considera superadas as dificuldades que enfrentava no PT para ser candidata a governadora e já o fato novo da eleição de Pernambuco impulsionada por vários fatores. Ela se favorece pelo desgaste do governo Paulo Câmara que enfrenta dificuldades com os próprios aliados por falta de recursos para investimento. É vista como legítima herdeira do “arraesismo” que deixou seguidores em todas as regiões do Estado. Beneficia-se por pertencer ao mesmo partido do ex-presidente Lula, que tem mais de 50% da preferência dos pernambucanos para voltar ao Palácio do Planalto. E pelo seu carisma e simpatia começa a cair nas graças do eleitorado jovem e feminino. Foi o que se pôde perceber de um recente giro que ela empreendeu pelo Sertão do Pajeú, onde visitou o ex-deputado José Marcos de Lima, tomou café com o deputado Rogério Leão e recebeu o apoio de lideranças políticas de diversos municípios, entre elas o ex-prefeito de São José do Egito, Romério Guimarães, e o ex-prefeito de Santa Terezinha, Adeval Ferreira de Andrade. Este último pertence ao PSB e era amigo do ex-governador Eduardo Campos, que o recebeu diversas vezes em Palácio e sempre fez questão de prestigiá-lo. Marília conta com um “abre alas” que tem sido importantíssimo em sua campanha eleitoral: o deputado federal Sílvio Costa, um dos candidatos a senador na sua chapa.

Reforço na Mata Sul
O deputado federal João Fernando Coutinho (PROS) vai anunciar amanhã seu rompimento com o governo Paulo Câmara e sua adesão à campanha de Marília Arraes (PT). Levará consigo cinco prefeitos da Mata Sul. Já o pai dele, Eduardo Coutinho, prefeito de Água Preta pela 5ª vez e uma das figuras emblemáticas do PSB, já escreveu a carta pedindo desfiliação do partido.

Na dúvida > Se dependesse da ex-prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PSB), seu filho, Kaio, deputado federal pelo Solidariedade, já teria rompido com o governo Paulo Câmara para se juntar a Marília Arraes (PT). Ele está muito machucado com o tratamento que o governo lhe dá.

O favorito > Ganhou força nas últimas 48 horas a candidatura de Eriberto Medeiros (PP) para ser o próximo presidente da Assembleia Legislativa. Cleiton Collins (PP), o 1º vice, perdeu força porque é considerado “muito conservador” para o gosto da maioria dos colegas.

Sem candidato > Édson Vieira (PSDB), prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e um dos que romperam com o governo Paulo Câmara em 2017, está sem candidato a governador. Não vota em Armando Monteiro (PTB) por causa dos seus adversários no plano local, José Augusto Maia e Fernando Aragão, e tem dificuldade para apoiar Marília por ela ser do PT.

À Câmara > Bruno Araújo (PSDB) gosta mesmo é da Câmara Federal e teve ter adorado o veto ao seu nome para ser candidato a senador ao lado de Mendonça Filho (DEM). Se ele, de fato, tivesse interesse em ser candidato a vice ou a senador, já teria se lançado há muito tempo.

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