Ter, 16 de Junho

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INCIDENTE COM TUBARÃO

Médico que atuou no resgate de jovem mordida por tubarão em Boa Viagem grava vídeo com vítima no HR

Lúcida e comunicativa, ela autorizou a gravação do vídeo

Marcela foi vítima de uma mordida de tubarão na praia de Boa Viagem, nessa segunda (1º)Marcela foi vítima de uma mordida de tubarão na praia de Boa Viagem, nessa segunda (1º) - Foto: Instagram @drmikeandrade/Reprodução

O médico Mike Andrade, de Minas Gerais, que ajudou no resgate de Marcela Vitória de Lima Santos, vítima de incidente com um tubarão-tigre nessa segunda-feira (1º), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, gravou um vídeo com a jovem.

Ela está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central da capital.

Lúcida e comunicativa, ela autorizou a gravação do vídeo para tranquilizar todos que vêm acompanhando o caso: "Graças a Deus, estou seguindo minha vida e vai dar tudo certo", disse.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Relembre o caso
Marcela, de 19 anos, teve a perna direita amputada após a mordida do animal na praia de Boa Viagem, no começo da semana. O caso aconteceu apenas um dia após outro incidente ter sido registrado na praia de Piedade, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Após o resgate de Marcela, Mike Andrade, que está de férias no Recife, contou que viu o rastro de sangue a movimentação das pessoas no local e logo correu para ajudar no salvamento.

“Eu não esperava socorrer uma pessoa. Vimos o rastro de sangue e outras pessoas correndo para retirar [a vítima]. Imediatamente eu corri porque sou médico e imaginei que ela ia precisar de alguma ajuda”, contou.

De acordo com o médico, quando a vítima foi retirada do mar, foi possível ver a perna direita praticamente amputada. 

“Única coisa que fiz foi correr. Fiquei estancando e orientando as pessoas para ajudar até a chegada dos bombeiros”, detalhou.

De acordo com o boletim do HR, divulgado nesta quarta-feira (3), a vítima já respira sem o auxílio de aparelhos e segue com o estado de saúde estável.

Luas e marés
As fases da Lua e, consequentemente, a influência delas nas marés podem ajudar a entender o motivo da Região Metropolitana do Recife (RMR) ter registrado dois ataques de tubarões em dias consecutivos.

De acordo com a secretária executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Danise Alves, o período de lua cheia interferiu diretamente no comportamento do animal.
“Nós tivemos no dia 31 de maio a Lua Cheia, que causa marés muito fortes. Muitas ondas e ventos deixam a água muito turva porque removem muitos sedimentos no movimento. Tudo isso faz com que o animal não consiga ‘atiçar’ o sentido da visão e acaba investigando a partir da mordida. A água turva faz com que o animal não reconheça sua presa natural”, explicou.
Ainda segundo o Cemit, historicamente o período entre junho e setembro é considerado o de maior risco para ataques no litoral pernambucano, justamente devido à combinação de fatores ambientais e oceanográficos.

Incidentes em 2026
O caso de Marcela é o quarto incidente com tubarões em 2026 em Pernambuco. O primeiro aconteceu em 9 janeiro deste ano, quando uma turista foi mordida na perna pelo animal na praia da Anpesca, em Fernando de Noronha. 

O segundo caso aconteceu vinte dias depois, na praia do Del Chifre, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Um adolescente foi mordido por um tubarão-cabeça-chata enquanto mergulhava com colegas.

Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Tricentenário, em Bairro Novo, também em Olinda, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu após receber o atendimento médico. 

O mais recente aconteceu no último domingo (31), na Praia de Piedade, quando uma criança foi mordida também por um tubarão-cabeça-chata. O local é uma área conhecida pelo histórico de ataques e apresenta o maior número de ocorrências envolvendo tubarões no estado.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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