Médicos americanos operam em Pernambuco

Começou no último domingo, no Hospital Dom Hélder, o mutirão para realização de artroplastia do quadril gratuita

Organização sem fins lucrativos dos EUA disponibiliza 53  profissionais e próteses que custam R$ 50 mil cadaOrganização sem fins lucrativos dos EUA disponibiliza 53 profissionais e próteses que custam R$ 50 mil cada - Foto: Arthur de Souza

 

Começou ontem o mutirão de cirurgias gratuitas feito por 53 profissionais da organização sem fins lucrativos Operation Walk Chicago, dos Estados Unidos. O objetivo é realizar o procedimento chamado de artroplastia do quadril - troca da articulação por uma prótese - em 40 pacientes indicados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Além da mão de obra, os profissionais norte-americanos doaram também as próteses, que custam em torno de R$ 50 mil cada uma. Para ser feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a cirurgia custaria cerca de R$ 200 mil aos cofres estaduais. “Essa cirurgia é feita no Estado em uma demanda muito menor e com uma qualidade inferior à que esses médicos estão trazendo”, comenta o coordenador do mutirão e diretor técnico do hospital, o médico Júlio Arraes.

O mutirão segue até esta quinta-feira com uma média de atendimento de nove pacientes por dia. Na abertura, foram operados três pacientes que enfrentavam desgastes nas duas articulações do quadril. “Quem tem artrose no quadril sofre com desgastes nas articulações e encara muita dor e muitas limitações. Nossa expectativa é reinseri-los na vida social com normalidade e quem quiser trabalhar puder fazê-lo”, explica Arraes. Na lista, há pacientes com idade de 18 a 72 anos. A vinda do grupo internacional foi promovida pelo empresário Marcos Roberto Dubeux, da Cone S/A, e contou com parceiros como MAP Import, Elo Comércio Exterior, Severien Andrade Alencar Advocacia, Ventana Serra Logística, Governo de Pernambuco, Consulado Americano no Recife e instituições do Governo­ Federal. Caso o Estado fosse arcar com todas essas cirurgias, o gasto com próteses e procedimentos pré e pós-operatórios seria de aproximadamente R$ 8 milhões.

Segundo estimativa de Júlio Arraes, baseada em dados da SES, são 1,5 mil pessoas em Pernambuco esperando por uma artroplastia de quadril. Isso acontece muito porque esse tipo de procedimento, considerado eletivo, tem cedido espaço às operações de urgência que se avolumam nos últimos anos. Entre os profissionais da Operation Chicago, estão cirurgiões, fisioterapeutas e enfermeiros, que estão recebendo apoio por 20 médicos do Hospital Dom Hélder, além da equipe local de enfermagem e UTI. Foram destinados 50 leitos de enfermaria e três salas exclusivas do centro cirúrgico. Uma segunda edição da visita da Operation Walk está prevista para o segundo semestre, dessa vez contemplando a área dos joelhos.

A passagem dos profissionais norte-americanos por Pernambuco conta ainda com um simpósio sobre reposição articular, que ocorre esta sexta-feira no auditório da SES com transmissão simultânea para várias regiões do Estado. O objetivo é reunir profissionais de saúde para abordar assuntos como patologias de quadril, reabilitação e gerenciamento de dor por meio de mesas redondas e debates mediados pelos estrangeiros. O evento acontece das 9h às 12h30.

 

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