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EDUCAÇÃO

Metade das escolas brasileiras proíbe que alunos levem celular, aponta estudo

Já 40% das instituições de ensino adotam regras para armazenar os dispositivos

Metade das escolas brasileiras proíbe que alunos levem celular, aponta estudoMetade das escolas brasileiras proíbe que alunos levem celular, aponta estudo - Foto: David Gray / AFP

Metade das escolas brasileiras (51%) proíbe que alunos levem celulares às instituições. É o que mostra a edição de 2025 da pesquisa TIC Educação, que investiga o acesso, o uso e a apropriação de tecnologias digitais em unidades de ensino público e privado no país. Já outros 40% das instituições de ensino adotam regras para armazenar os dispositivos.

Os dados mostram que 24% das escolas afirmam determinar que os alunos guardem o telefone celular em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo. Já 16% afirmam que os estudantes precisam deixar o aparelho em locais disponibilizados pela instituição, como caixas, armários ou outros espaços. Outras 9% não responderam ou não aplicam medidas neste âmbito.

Se considerado apenas o Ensino Médio, 31% das escolas proíbem que os celulares sejam levados para as instituições. Este é o menor percentual de proibição entre os segmentos escolares.

Segundo o estudo, o debate sobre o impacto do uso de tecnologias no bem-estar dos estudantes alcançou 8 em cada 10 escolas (80%) nas reuniões com pais e professores. O tema teve uma escalada expressiva, crescendo 18 pontos percentuais em apenas um ano (era 62% em 2024).

Uso pedagógico
A pesquisa mostra também que o uso pedagógico do aparelho pessoal do aluno é maior entre os estudantes de Ensino Médio e nas regiões Norte (37%), Nordeste (36%) e áreas rurais (37%) — estratos que enfrentam maiores dificuldades de conectividade, como a falta de computadores para os estudantes.

Na prática, os dados apontam que o Brasil usa mais o celular na aprendizagem como um substituto do computador do que com metodologia própria para as características do aparelho.

O estudo ressalta também que apenas 23% das escolas brasileiras possuem equipamentos para aulas de robótica e 22% contam com recursos para atividades maker (aprender fazendo, na tradução do inglês). A disparidade é nítida entre as redes: escolas estaduais têm quase o triplo de acesso a recursos de robótica (38%) em comparação com as escolas municipais (13%).

Sobre a inteligência artificial, o estudo aponta que embora 53% dos gestores já usam a tecnologia na administração e 37% das escolas permitem que alunos a usem em atividades, apenas 22% das instituições possuem algum guia ou diretriz formal de uso.

Os pesquisadores realizaram entrevistas telefônicas entre agosto de 2025 e abril de 2026. A amostra reúne 2.404 escolas, sendo 1.555 urbanas e 849 rurais.

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