Metrô pode sofrer reajustes dentro de um mês, mas descarta paralisação aos fins de semana

Superintendência regional da CBTU, em Pernambuco, enviou para a presidência da empresa um estudo comprovando o motivo de solicitar o reajuste da tarifa

Metrô do Recife Metrô do Recife  - Foto: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

Conforme adiantado pela Folha de Pernambuco, dentro de um mês o valor tarifário do metrô pode sofrer reajustes. A superintendência regional Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em Pernambuco, enviou, no início deste mês, para a presidência da empresa um estudo comprovando o motivo de solicitar o reajuste da tarifa.

A pesquisa tem base a defasagem do valor do ticket em cima dos custos de manutenção do sistema. A tarifa, atualmente de R$ 1,60, está com o valor congelado há seis anos e, caso o estudo seja aprovado, passará a valer R$ 2,50. A CBTU ainda informou ter descartado a possibilidade de paralisação do sistema metroviário aos finais de semana, de acordo com a superintendência regional

“Um estudo foi feito em cima defasagem do valor da tarifa do metrô, como fazemos todos os anos, e verificamos que se aplicássemos as correções estaríamos em 2,50. Essa informação foi passada para a presidente da empresa, que encaminhará ao Ministério das Cidades para refazer o estudo em cima dos números. Não sabemos se eles vão considerar o reajuste, e nem sabemos o valor, mas deve ocorrer um reajuste”, explicou o superintendente regional da CBTU, Leonardo Vilar. 

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Conforme dados obtidos pela Folha de Pernambuco via Lei de Acesso à Informação, o metrô do Recife arrecadou, em 2017, R$ 65,3 milhões, o que não custeia nem 25% do sistema. Diferentemente dos ônibus, que têm que ser arcados pela tarifa, quem paga 75% do metrô é o Governo Federal, por meio de subsídios. Se não fosse assim, o valor da passagem teria que beirar R$ 8 para conseguir manter o equilíbrio econômico-financeiro da operação, de acordo com estudo feito pela CBTU em 2016.

Paralisações nos finais semana

O superintendente da CBTU regional, Leonardo Vilar informou também já ter descartado a possibilidade de paralisação do sistema metroviário aos finais de semana. A ideia era cogitada caso não fosse atendido judicialmente o pedido de pagamento dos repasses do VEM. De acordo com ele, a presidência nacional chegou a um acordo e, internamente, está descartada essa possibilidade. Mesmo sem prazo para quitar essas dívidas, em breve, estarão recebendo parte dos repasses e não haverá redução no horário de funcionamento.

Há quatro anos, o pagamento ao qual a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) tem direito vem sofrendo atrasos. A dívida já chega a R$ 64 milhões e faz falta ao orçamento de um sistema.

Os repasses do VEM renderiam uma receita de R$ 1,8 milhão por mês para a CBTU, mas, desde 2014, a companhia não recebe o aporte com regularidade. Naquele ano, o valor acumulado foi de R$ 22.059.774,82, e em 2015, de R$ 22.667.512,24. Essa parte da dívida é reconhecida pelo GRCT, que há mais de um ano negocia como vai sanar o problema.

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Em 2016, quando o caso veio à tona, os dois órgãos entraram em acordo e apenas os repasses referentes àquele ano foram quitados. O cronograma seguiu até março de 2017, quando os atrasos recomeçaram. Chegaram a ser pagos R$ 6.319.562. Já as transferências que a Urbana-PE deveria ter feito entre abril e a segunda quinzena de novembro totalizam R$ 19.896.217,85, conforme o GRCT.

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