Direitos Humanos

Ministério de Damares abre canal de denúncias para ouvir queixas de pessoas antivacina

Outros ministérios receberam o documento para uma análise conjunta

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares AlvesMinistra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma nota técnica produzida pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, abre o canal do governo federal Disque 100, usado para receber denúncias de violações de direitos humanos, para registro de queixas de pessoas contrárias a vacinas que se sintam discriminadas.

O documento obtido pelo Globo traz posição contrária ao passaporte vacinal, usado em espaços privados e públicos como critério de segurança sanitária, e à obrigatoriedade de se vacinar crianças contra a Covid-19. A existência da nota técnica foi noticiada pela Folha de S. Paulo.

"Para todo cidadão que por ventura se encontrar em situação de violação de direitos, por qualquer motivo, bem como por conta de atos normativos ou outras medidas de autoridades e gestores públicos, ou, ainda, por discriminação em estabelecimentos particulares, está disponível o canal de denúncias, que pode ser acessado por meio do Disque 100, com discagem gratuita de telefone fixo ou celular, bem como por WhatsApp e aplicativo de mensagem instantâneas, as denúncias serão encaminhadas para os órgãos competentes, a fim de que os direitos humanos de cada cidadão possam ser protegidos e defendidos", diz a nota técnica.

A nota técnica foi assinada por diretores da pasta, com o endosso da ministra Damares Alves. Outros ministérios receberam o documento para uma análise conjunta.

O governo fez uma oposição à vacinação de crianças, levando o início da campanha voltada para a população de 5 a 11 anos a sofrer atrasos.

"A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos recebeu manifestações de familiares que alegam violação de direitos fundamentais e da família. A referida nota técnica é o meio adequado para encaminhar o consolidado de manifestações para avaliação do poder público. Nela, o ministério não fez qualquer análise clínica ou de saúde, mas fez tão somente com relação aos direitos previstos na Constituição e em Tratados Internacionais. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos não é contra a vacinação contra Covid-19, porém manifesta-se, fundamentado em dispositivos legais, contrariamente à sua obrigatoriedade", diz o posicionamento do ministério.

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