Ministério fará censo hospitalar para saber ocupação de leitos de UTI

Monitoramento servirá para identificar quando um estado estiver próximo da saturação do sistema de saúde

Novos leitos na Policlínica Barros Lima, no RecifeNovos leitos na Policlínica Barros Lima, no Recife - Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

O Ministério da Saúde criou nesta terça-feira (14) uma plataforma para acompanhar em tempo real a situação dos leitos de UTIs em todo o País devido ao novo coronavírus.

O objetivo, de acordo com a pasta, é acompanhar a estrutura de saúde dos estados e municípios para verificar quando os sistemas estão perto da saturação e então emitir recomendações.

"A gente passa com isso a ter uma informação mais precisa sobre a disponibilidade dos leitos e em quais locais que nós vamos perceber [saturação] e precisar emitir algum aviso de alerta para essa questão de nós estarmos já chegando no limite do atendimento", informou o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis.

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Hospitais das redes públicas e privadas que têm pacientes internados com Covid-19 deverão informar o total de leitos que dispõem, quantos são utilizados por pacientes infectados com o novo coronavírus e outras síndromes respiratórias agudas graves, além de outras patologias.

"Isso porque nesses leitos não vão internar só pacientes com Covid. Vão internar pacientes que precisam de assistência ventilatória e que são infectados por outros vírus, como influenza e outros que ocasionam síndrome respiratória aguda grave", explicou Gabbardo.

O Ministério da Saúde também acredita que o confrontamento desses dados com o total de infectados servirá de parâmetro para estados e municípios que desejam adotar ou relaxar medidas de distanciamento social.

"Esta informação é fundamental para qualquer tipo de tomada de decisão. São duas variáveis: a transmissibilidade da doença e a capacidade de atender", afirmou o ministro Luiz Henrique Mandetta.

Portaria publicada na última semana prevê que a informação sobre os leitos seja enviada duas vezes por dia para monitoramento pelo governo federal. Caso isso não ocorra, a pasta poderá suspender o envio de recursos de verbas direcionadas aos serviços.

O descumprimento também poderá ser classificado como infração sanitária grave ou gravíssima. Entre as penalidades, estão advertência, multa, interdição parcial ou total do estabelecimento e cancelamento do alvará de licenciamento, informa o ministério. Em último caso, a Polícia Federal também poderá ser acionada, afirma.

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