Mistura ajuda no desenvolvimento

"Vejo união entre a integral e a técnica como algo capaz de desenvolver a sociedade"

Walter de AfogadosWalter de Afogados - Foto: Divulgação

Como equacionar o ensino e a aprendizagem das matérias de tronco comum, como Geografia e Português, com as disciplinas dos cursos técnicos? O desafio atinge e instiga professores e alunos. Para o jovem Cesar Santos, que já pensa no Enem, em novembro, a rotina é “corrida, mas vale a pena”. “Quando a gente estuda as matérias comuns, dá uma desopilada na mente”, brinca.

“Enquanto a parte técnica dá a formação específica, as outras matérias dão a base para a vida. O diferencial na escola técnica é que as habilidades dos alunos vão sendo aproveitadas e desenvolvidas. Todas as competências que a escola puder desenvolver, vai desenvolver, e ainda promovendo interação social. Aqui, com essa metodologia, o professor também não para de aprender”, observa a professora Clarice Melo, licenciada em Computação e responsável por disciplinas como Programação, Desenvolvimento de Sistemas e Banco de Dados para as turmas de Redes de Computação, com cerca de 40 alunos cada.

“Abre o leque” é uma frase que tanto ela como a professora Carla Verônica Muniz repetem quando se referem ao cotidiano na ETE Miguel Batista. “O aluno chega aqui para aprender não apenas a ser um profissional do mercado, e sim alguém mais humano. Lidamos com a construção do conhecimento dele não só para o mercado mas para as provas externas, para o acesso à universidade. Da­qui, saem prontos para o mercado de trabalho e para a vida”, situa Carla. “Vejo a união entre o ensino integral e a educação profissionalizante como algo capaz de desenvolver a sociedade”, arremata Clarice.

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