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CASO HENRY BOREL

Monique responde à juíza e à própria defesa, mas nega responder ao MP e à defesa de Jairo

Durante o depoimento, a ré afirmou pela primeira vez acreditar que Jairinho foi o responsável pela morte do filho Henry Borel

Monique Medeiros respondeu a questionamentos sobre o relacionamento com Jairinho Monique Medeiros respondeu a questionamentos sobre o relacionamento com Jairinho  - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Após passar cerca de cinco horas respondendo às perguntas da juíza Elizabeth Louro e de seus advogados no nono dia do julgamento pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros decidiu não responder aos questionamentos formulados pelo Ministério Público e pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho.

A decisão foi anunciada após o encerramento da primeira etapa de seu interrogatório, antes das perguntas das defesas, quando a mãe de Henry exerceu o direito de permanecer em silêncio diante das novas perguntas.

Ao longo da sessão, Monique respondeu a questionamentos sobre o relacionamento com Jairinho, as mudanças de comportamento observadas em Henry nos meses que antecederam sua morte, os alertas recebidos sobre o então companheiro e os acontecimentos da madrugada de 8 de março de 2021, quando o menino morreu.

Durante o depoimento, a ré afirmou pela primeira vez acreditar que Jairinho foi o responsável pela morte do filho.

— Hoje eu creio que quem matou meu filho foi o Jairo. Eu não vi, mas depois dos depoimentos eu acredito que tenha sido ele — declarou aos jurados.

A estratégia adotada por Monique difere da expectativa criada pela própria defesa. Na manhã desta terça-feira, o advogado Hugo Novais havia afirmado que sua cliente responderia às perguntas que lhe fossem feitas durante o interrogatório.

O interrogatório é considerado um dos momentos mais importantes do Tribunal do Júri por representar a última oportunidade de manifestação dos réus antes dos debates entre acusação e defesa.

Após a conclusão da oitiva de Monique, a expectativa é que Jairinho também seja interrogado no plenário. Em seguida, o julgamento entrará na fase de debates, quando Ministério Públic, assistentes de acusação e advogados apresentarão seus argumentos finais aos jurados antes da votação dos quesitos que definirão o destino dos réus.

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