Monitoramento da água é um dos desafios no Estado

Último relatório, de 25 a 31 de dezembro 2016, mostrou 56 cidades em zona de alerta diante do aumento dos casos de doenças diarreicas agudas

Seca no NordesteSeca no Nordeste - Foto: Rafael Furtado

 

As doenças diarreicas agudas (DDA) são monitoradas semanalmente em 1.651 unidades de saúde nos 185 municípios pernambucanos. O último relatório, de 25 a 31 de dezembro 2016, mostrou 56 cidades em zona de alerta, diante do aumento de casos, e 16 em zona epidêmica, onde há surto instalado. Nessa situação estão cidades como Trindade, Afogados da Ingazeira e Arcoverde (Sertão) e Brejo da Madre de Deus, Toritama, Sairé e Riacho das Almas (Agreste). No Grande Recife há Igarassu.

A vigilância da qualidade da água para consumo humano tem critérios estabelecidos pela Portaria Federal nº 2.914/11 em que estados, municípios e concessionárias responsáveis pelo abastecimento têm atribuições e responsabilidades. Um dos desafios, apresentados pela diretora-geral de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do Estado, Rosilene Hans, tem sido o papel das cidades no monitoramento.

“Estamos trabalhando com os municípios a necessidade de se fazer a quantidade certa de coleta mensal para monitorar como está a qualidade da água exigida no mês. É uma recomendação para a rotina e o que dá segurança”, apontou. No informe da semana 50 (11 a 17 de dezembro), da meta mensal, 742 amostras de Pernambuco, 461 foram pesquisadas com 5,6% (26) positivas para a Escherichia coli. O Recife estava na lista com dois testes de presença da bactéria.

A Secretaria de Saúde da Capital afirmou que, pela legislação, teria que verificar em 2016 67 amostras mensais totalizando 804 amostras de águas coletadas/ano, mas extrapolou isso. As coletas são realizadas pelos técnicos dos Distritos Sanitários nas redes de distribuição, reservatórios, soluções alternativas coletivas (poços, cacimbas), além do monitoramento realizado nos chuveirões da orla e inspeções sanitárias nas estações de tratamento e unidades de tratamento de água (poço da Compesa).

A Cidade apresentou dados diferentes de surtos e adoecimento em relação ao boletim estadual. Segundo a gestão municipal, em 2016 foram 18 surtos com 163 doentes (a Secretaria Estadual de Saúde apontou 24 surtos com 236 doentes). “Trabalhando com o Sinan (Sistema Nacional de Agravos de Notificação), que é o oficial. É possível que o Estado tenha um número maior talvez de outras fontes de informação”, justificou a secretária-executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte.

 

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