Moradores de Serra Negra fazem plantio voluntário de mudas

Projeto voluntário de moradores promoverá plantio de 50 mudas de ipê roxo, rosa e amarelo, em um ato de preservação da natureza

O mutirão, que pretende  espalhar as plantas ao longo de um quilômetro de  extensão, ocorre amanhã, às 9h, em áreas  consideradas  deficitáriasO mutirão, que pretende espalhar as plantas ao longo de um quilômetro de extensão, ocorre amanhã, às 9h, em áreas consideradas deficitárias - Foto: Leo Motta

 

A 100 quilômetros do Recife, uma das principais entradas que dão acesso ao centro de Serra Negra, na cidade Bezerros, no Agreste pernambucano, ganhará mais vida e beleza com o plantio de 50 mudas de ipê das espécies roxo, rosa e amarelo. A iniciativa, da Associação Serra Negra Verde, é um projeto voluntário de um grupo de moradores que busca chamar a atenção sobre a importância de cuidar e preservar a natureza da região.

O mutirão, que pretende espalhar as plantas ao longo de um quilômetro de extensão, ocorre amanhã, às 9h. A ação contará com o reforço de estudantes da Escola Municipal Joaquim Claudino de Oliveira. Antes de colocar a mão na massa, a garotada participará de um bate papo ambiental. A intenção é que as crianças entendam, de forma lúdica, o seu papel em serem verdadeiras “guardiãs” do meio ambiente.
Maria Renata Bezerra, 13 anos, é uma das crianças a participarem do plantio. Apesar da pouca idade, ela mostrou uma sabedoria que poucos adultos têm. “Fico feliz em participar de uma ação como essa. Nossa Serra Negra vem sendo muito desmatada.

 plantando, vou estar fazendo o meu papel em ajudar”, avaliou, orgulhosa. Irandir Paulino, também de 13 anos, fez coro à colega: “Hoje eu sou criança. Mas, quando virar adulto, vou me orgulhar em falar às pessoas que eu plantei uma árvore. Que fiz parte do reflorestamento de Serra Negra”, vibrou o garoto.
A ação, pioneira na região, marca o primeiro plantio do projeto. Porém, o primeiro de muitos. É o que almeja um dos fundadores do Serra Negra Verde, André Almeida. “Reconhecemos o desafio de transformar Serra Negra num lugar mais arborizado.

Mas, também sabemos que uma andorinha só não faz verão. Por isso, nos juntamos para colocarmos em prática um anseio que vem de anos. Resolvemos nos unir ao notarmos nossas matas ficando cada vez mais fragmentadas com a pressão do desmatamento”, justificou. A explicação para a escolha dos ipês, salientou, é porque a espécie é nativa da Mata Atlântica e se adapta ao clima úmido da região (ver arte). “Imagino o quanto vai ficar lindo quando as mudas se transformarem em árvores e derem flores”, contou, ansioso. As flores, porém, devem esperar uma média de sete anos para desabrocharem.
Para quem não conhece Serra Negra, o lugar carrega uma particularidade: esse distrito de Bezerros é um brejo de altitude. Frágil, trata-se de uma ilha úmida em meio ao ecossistema seco da Caatinga, contribuindo como bons reguladores térmicos. No Estado, estima-se que existem apenas 54,4 mil hectares de cobertura florestal preservada de brejos de altitude, segundo o Cepan. Almeida chamou a atenção para ações como essa. “Por meio do plantio, mostramos que não é preciso muito para fazer o bem ao meio ambiente. Os brejos de altitude são pérolas inseridas no semiárido”, comentou.

 

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