Moradores do Recife relatam explosões, tiros e homens encapuzados com armas em punho

"Foram momentos de terror, a gente se escondeu", contou o socorrista do Samu Marcelo Henrique

Cinco carros e um caminhão foram queimados e outros cinco veículos sem placa foram abandonadosCinco carros e um caminhão foram queimados e outros cinco veículos sem placa foram abandonados - Foto: Flávio Japa/Folha de Pernambuco

Explosões, muitos tiros e vários homens vestidos de preto, encapuzados e com armas de grosso calibre em punho. O cenário descrito por moradores da Zona Oeste do Recife dificilmente sairá da cabeça deles. Além da Avenida Recife, terror tomou conta ainda de localidades próximas como Estância, Areias, Jiquiá, Ipsep, Jardim São Paulo e Vila Cardeal. Ainda sem saber o que estava acontecendo, muitos relataram o clima de insegurança pelas redes sociais e em grupos do WhatsApp.

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O aposentado Pedro Pereira mora próximo ao posto de gasolina usado pelos criminosos para chegar no cofre da Brinks e relatou que criminosos chegaram a tentar invadir a casa dele. "Eram vários homens, todos de preto. Dois deles tentaram entrar na minha casa, mas não conseguiram. Não sei exatamente o que eles queriam, porque eu não tenho nada. Não chegaram a falar, ficaram apenas forçando a grade. As explosões vieram logo depois", lembrou.

Gerente do posto de gasolina que fica ao lado da Brinks, Pedro Cavalcanti disse que quatro funcionários e um vigilante estavam lá na hora da ação criminosa. "Os bandidos chegaram, falaram que não iam fazer nada com eles e que o objetivo era entrar na Brinks. Eles explodiram as câmaras de segurança e mandaram o pessoal deitar, a partir de então eles não puderam ver mais nada, só ouvir a explosão. O prejuízo foi a destruição da loja, acabamento, ar condicionado e parte da estrutura, mas eles não levaram nada", detalhou.

O socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Marcelo Henrique também mora próximo ao local. "Foi muito tiro, muita tensão. Foram momentos de terror, a gente se escondeu. Orientamos as pessoas a se abaixar para evitar bala perdida. Durou mais de uma hora e meia o tiroteio", disse.

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