Morato seria o real proprietário de empresa envolvida na compra de avião

Cessna Citation PR-AFA transportava o ex-governador Eduardo Campos

Encontro de Brotos revive a Jovem Guarda no ManhattanEncontro de Brotos revive a Jovem Guarda no Manhattan - Foto: Divulgação

Único foragido da operação Turbulência, deflagrada terça-feira (21) pela Polícia Federal, Paulo Cesar de Barros Morato, encontrado morto na noite desta quarta-feira (22), em um hotel em Olinda, Pernambuco, seria o real proprietário da empresa Câmara & Vasconcelos, envolvida na compra do avião Cessna Citation PR-AFA. A aeronave transportava o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência em 2014 Eduardo Campos (PSB) e caiu em Santos, no litoral paulista, em agosto de 2014, matando Campos e mais seis pessoas.

Morato teria “aportado recursos para a compra da aeronave e recebido recursos milionários provenientes de empresas de fachada utilizadas nos esquemas de lavagem de dinheiro, engendrados por Alberto Yousseff e Rodrigo Morales e Roberto Trombeta, além de provenientes da construtora OAS”.

O empresário era considerado o "testa de ferro" do grupo criminoso. Sua empresa teria sido contratada pela OAS por R$ 18.858.978,16 para prestar serviços de terraplanagem durante as obras da transposição do Rio São Francisco e teria movimentado a maior quantia de dinheiro dentro do esquema. O inquérito aponta, ainda, que Morato mantinha R$ 24,5 milhões em sua conta.

“Chama a atenção na tabela o montante movimentado pelo investigado Paulo Morato e por suas empresas, o qual é evidentemente incompatível com o seu padrão de vida, evidenciando sua condição de “testa de ferro” da organização criminosa”, diz o inquérito da Polícia Federal.

Turbulência

Somadas, as apreensões de Morato e os outros quatro detidos na Operação Turbulência somam R$ 42,4 milhões. Eduardo Freire Bezerra Leite, Arthur Roberto Lapa Rosal e Apolo Santana Vieira, João Carlos Lyra Pessoa Filho estão detidos no Centro de Triagem (Cotel), no Grande Recife. Até esta quarta, a PF analisava a possibilidade de incluir o nome de Morato na lista de procurados da Interpol. Agora, os investigadores apuram a relação entre essas empresas citadas na Operação e grupos já envolvidos na Lava Jato e em investigações que estão no Supremo Tribunal Federal (STF).

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