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LUTO

Morre aos 84 anos Jesse Jackson, defensor dos direitos civis nos EUA

A família de Jackson disse que "morreu pacificamente", sem esclarecer a causa da morte

O líder dos direitos civis dos EUA, Jesse Jackson (C), é conduzido através da multidão para discursar aos manifestantes no acampamento Occupy London, na Catedral de São Paulo, em 15 de dezembro de 2011.O líder dos direitos civis dos EUA, Jesse Jackson (C), é conduzido através da multidão para discursar aos manifestantes no acampamento Occupy London, na Catedral de São Paulo, em 15 de dezembro de 2011. - Foto: ADRIAN DENNIS/AFP

O veterano ativista dos direitos civis nos Estados Unidos, o reverendo Jesse Jackson, morreu nesta terça-feira (17) aos 84 anos, afirmou sua família em um comunicado.

Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, esse pastor batista e talentoso orador fez recuar, ao longo de sua vida, as barreiras que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos.

"Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu", declarou sua família.

Ele deixa a esposa e os seis filhos. "Nosso pai foi um líder servil, não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os que não têm voz e os ignorados de todo o mundo", disseram em um comunicado.

A família não especificou a causa da morte, mas Jackson anunciou em 2017 que sofria da doença de Parkinson.

Segundo a imprensa, em novembro ele havia sido hospitalizado em observação por outra doença neurodegenerativa.

Até Barack Obama chegar à Casa Branca em 2009, Jesse Jackson havia sido o afro-americano mais destacado a se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com duas tentativas fracassadas de ser nomeado candidato pelo Partido Democrata nos anos 1980.

Fundou duas organizações para promover a igualdade e a justiça social: PUSH (Pessoas Unidas para Salvar a Humanidade), em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-Íris, nos anos 1980. Ambas se fundiram em 1996.

Também se destacou pelo trabalho como mediador e enviado especial em várias frentes.

Defendeu o fim do apartheid na África do Sul e, nos anos 1990, foi nomeado enviado especial para a África na administração de Bill Clinton.

Também participou de negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.

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