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Morre o chefe da máfia siciliana Matteo Messina Denaro, aos 61 anos

Italiano foi um dos chefes mais cruéis da Cosa Nostra, retratado nos filmes da saga 'O Poderoso Chefão'

Em registro de 16 de janeiro deste ano, Matteo Messina Denaro aparece sendo transferido da delegacia de polícia dos Carabinieri de San Lorenzo, em Palermo Em registro de 16 de janeiro deste ano, Matteo Messina Denaro aparece sendo transferido da delegacia de polícia dos Carabinieri de San Lorenzo, em Palermo  - Foto: Escritório de Imprensa da Carabinieri Italiana / AFP

O conhecido chefe da máfia siciliana, Matteo Messina Denaro, capturado em janeiro após três décadas de fuga, morreu num hospital no centro de Itália, informou a agência de notícias Ansa, nesta segunda-feira (25).

Messina Denaro, 61 anos, sofria de câncer de cólon, pelo qual foi tratado durante seu período como fugitivo, decisão que chamou a atenção das autoridades, que o detiveram em uma clínica em Palermo.

Messina Denaro foi um dos chefes mais cruéis da Cosa Nostra, retratado nos filmes da saga “O Poderoso Chefão”.

Ele foi condenado pelos tribunais por seu envolvimento no assassinato do juiz antimáfia Giovanni Falcone, em 1992, e em ataques mortais em Roma, Florença e Milão, em 1993.

Uma das seis penas de prisão perpétua contra ele foi proferida pelo sequestro e posterior assassinato do filho de 12 anos de uma testemunha no caso Falcone.

Messina Denaro havia desaparecido no verão de 1993 e passou os 30 anos seguintes em fuga, enquanto o Estado italiano reprimia a máfia siciliana.

No entanto, ele permaneceu no topo da lista dos mais procurados da Itália e acabou se tornando uma figura criminosa lendária.
 

Em 16 de janeiro de 2023, foi preso durante visita a uma clínica, onde era tratado com identidade falsa.

Ele foi mantido em uma prisão de segurança máxima em L'Aquila, no centro da Itália, onde continuou o tratamento contra o câncer em sua cela.

Em agosto, Messina Denaro foi transferido para a enfermaria do hospital local, onde o seu estado piorou nos últimos dias.

Nesse fim de semana, a mídia noticiou que ele estava em “coma irreversível”. Os médicos pararam de alimentá-lo e ele havia pedido para não ser reanimado, acrescentaram.

Após a fuga de Messina Denaro, houve intensa especulação de que ele teria ido para o exterior. Mas depois as autoridades descobriram que ele tinha permanecido perto da sua cidade natal, Castelvetrano, no oeste da Sicília.

Os investigadores vasculharam o interior da Sicília durante anos em busca de Denaro, procurando esconderijos e interceptando membros de sua família e amigos.

Eles foram ouvidos falando sobre os problemas médicos de uma pessoa anônima que sofria de câncer e problemas oculares. Os detetives tinham certeza de que a identidade correspondia a Messina Denaro.

Eles usaram um banco de dados do sistema nacional de saúde para encontrar pacientes do sexo masculino com idade e histórico médico apropriados e, por fim, encerraram o caso.

Embora a prisão dele tenha trazido algum alívio às vítimas, o chefe da máfia sempre manteve o silêncio.

Em entrevistas sob custódia, Messina Denaro chegou a negar que fosse membro da Cosa Nostra.

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