desmatamento

Mourão diz que investidores querem ver resultado no combate a desmatamento

A manifestação de estrangeiros sobre o assunto preocupou o Planalto

Desmatamento no cerrado, em GoiásDesmatamento no cerrado, em Goiás - Foto: Pixabay

 Após videoconferência com representantes de fundos de investimento do exterior que manifestaram preocupação com o avanço do desmatamento na Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que os investidores esperam que o país apresente resultados na área de preservação ambiental.

"Óbvio que eles querem ver resultado, que haja efetivamente uma redução do desmatamento", afirmou Mourão, em coletiva de imprensa após teleconferência em que participaram fundos do Reino Unido, Suécia, Noruega, Holanda e Japão.

Os representantes desses fundos fazem parte de um grupo de administradores de recursos que, no final de junho, enviaram carta aberta a embaixadas brasileiras na Europa, Japão e Estados Unidos pedindo uma reunião para discutir desmatamento na Amazônia.

A manifestação dos estrangeiros preocupou o Planalto, que passou a temer uma fuga de recursos do país diante a deterioração da imagem internacional do Brasil.

Mourão citou nesta quinta-feira (9) que o governo trabalha com um planejamento até o final de 2022 para apresentar melhores resultados no combate ao desmatamento. "A ideia é que vamos ao longo do tempo, com a continuidade de operações repressivas e a entrada efetiva dos demais pilares que o ministro Ricardo Salles [do Meio Ambiente] colocou; que a ministra Tereza Cristina [da Agricultura] colocou sobre regularização fundiária e pagamento por serviços ambientais, que a gente vá pouco a pouco, para usar uma expressão gaúcha, arriconando os que cometem ilegalidades. Para que a gente chegue a um número de desmatamento que seja aceitável", declarou.

Participaram da reunião virtual, além de Mourão, os ministros Braga Netto (Casa Civil), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Tereza Cristina (Agricultura), Fábio Farias (Comunicações) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Também assistiram o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Sergio Segovia.

Salles confirmou por sua vez que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve assinar, na semana que vem, um decreto para suspender queimadas legais no Brasil por 120 dias. A medida é mais uma tentativa do governo de reagir aos danos de imagem que o país tem sofrido no exterior.

Segundo Salles, não haverá exceções nos biomas da Amazônia e do Pantanal, sendo que nos demais haverá possibilidades restritas em que as queimadas poderão ocorrer.

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