Equador

MP do Equador inclui vice-presidente em investigação por corrupção

Barreiro esteve preso em uma prisão de segurança máxima até maioBarreiro esteve preso em uma prisão de segurança máxima até maio

Bandeira do EquadorBandeira do Equador - Foto: Pixabay

O Ministério Público do Equador informou nesta segunda-feira (10) que investiga a participação da vice-presidente Verónica Abad em um suposto caso de tráfico de influência pelo qual seu filho foi detido.

No dia 21 de março, Sebastián Barreiro Abad foi preso na cidade andina de Cuenca por supostamente oferecer cargos dentro da Vice-presidência em troca de dinheiro, um escândalo conhecido como "Caso Nene".

Agora, a promotoria encontrou "informação telefônica através da qual se determinou a suposta participação da senhora Verónica A. (Abad) neste caso", disse o promotor Carlos Alarcón em um vídeo divulgado pela instituição.

A vice-presidente, que mantém uma relação tensa com o presidente Daniel Noboa, não se pronunciou sobre sua suposta ligação com o caso, mas disse em outras ocasiões que há uma "perseguição" contra ela por parte do governo.

Barreiro esteve preso em uma prisão de segurança máxima até maio, quando pagou uma fiança de 20.000 dólares (R$ 107,3 mil) e recebeu medidas alternativas como a proibição de sair do país e comparecimento periódico diante das autoridades.

Alarcón explicou que as investigações contra Abad passarão para a Unidade de Foro da Corte Nacional, uma divisão dentro do Ministério Público que investiga altos funcionários.

A vice-presidente está fora do Equador cumprindo funções diplomáticas em Israel, onde foi enviada como embaixadora por ordem de Noboa, com quem está em conflito desde o início do governo, em novembro.

A tensão com o mandatário tem aumentado devido às eleições presidenciais de 2025. Noboa pretende se candidatar, mas, por lei, deve transferir o poder para a vice-presidente durante a campanha eleitoral.

Abad chamou Noboa de "autoritário", enquanto assessores do presidente acusaram a vice-presidente de ser uma "inimiga apoiada por grupos políticos que querem atacar o governo".

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